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    12 HORAS

    Estreia do brasilero Heitor Dhalia em Hollywood é thriller de suspense que carece de tensão e emoção<br />
    Por Roberto Guerra
    10/04/2012

    Quem se propõe a assistir a um thriller quer adrenalina na veia. Quer ficar tenso e inquieto na poltrona. Nada mais frustrante, portanto, que se sentir relaxado vendo um filme desprovido de emoção se desenrolar diante dos olhos. 12 horas é assim, frio e cinzento como os bosques de Portland onde foi rodado.

    Com roteiro de Allison Burnett (do fraco Anjos da Noite: O Despertar), a estreia do brasileiro Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo) em Hollywood carece de curva dramática - aquela variação da intensidade da trama em relação ao tempo -, essencial num filme do gênero.

    A historia do longa gira em torno de Jill (Amanda Seyfried, de A Garota da Capa Vermelha), uma jovem que tem de lidar com o desaparecimento da irmã Molly (Emily Wickersham, de Eu Sou o Número Quatro), que some misteriosamente de casa.

    O sumiço da irmã faz emergir em Jill os traumas de um sequestro que ninguém acredita ter acontecido. Ela afirma ter sido a única a conseguir escapar de um serial killer tempos atrás e acredita agora que sua irmã é vítima do mesmo criminoso. A polícia a ignora completamente, já que nunca houve qualquer prova de que um dia tenha sido sequestrada de fato - os tiras pensam que ela sofra de alucinações. Diante disso, Jill parte sozinha para encontrar o assassino e salvar sua irmã, se é que ela foi mesmo sequestrada.

    O mote nada tem de original, mas se bem engrendrado poderia ao menos render uma produção mediana. O problema é que a partir desse ponto a história é soterrada por uma avalanche de pistas falsas com pretensão de iludir o espectador. A certa altura, se um extraterrestre surgisse na tela não causaria grande furor. Seria até bem-vindo para tirar a audiência do marasmo. A pergunta-chave do filme é: Jill realmente está certa ou aqueles olhos arregalados denotam apenas uma mente perturbada? Isso, claro, você só descobre no fim da trama num desfecho pra lá de insosso.

    A miscelânea de tentativas frustradas de se fazer suspense, encabeçadas por uma Amanda Seyfried histérica e chata, não resulta em clima de tensão e cansa com o passar do tempo. A adrenalina de 12 Horas não é intravenosa nem de uso tópico. É inexistente.