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    127 HORAS

    Candidato ao Oscar, filme é boa trama de tensão e suspense com toques dramáticos<br />
    Por Celso Sabadin
    14/02/2011

    Será que vai virar moda? Depois de Pânico na Neve e Enterrado Vivo, este 127 Horas é o terceiro filme, em menos de um ano, que explora basicamente o mesmo tema: o ser humano submetido a uma exasperadora situação limite de extrema proximidade da morte, aliada a um quase total imobilismo. Desesperador e claustrofóbico são dois adjetivos que permeiam estas três produções que, embora partam de uma mesma premissa, são bem diferentes entre si.

    Aqui, parte-se da história real de Aron Ralston (James Franco, de Homem Aranha), um rapaz apaixonado por aventuras radicais que despenca por uma fenda, na imensidão do deserto de Utah, e fica preso nas rochas. Sem comida, sem celular, absolutamente sozinho, e sem a mínima possibilidade de ser encontrado, já que Aron fez questão de viajar sem contar para ninguém onde iria. Começa assim uma luta imóvel, solitária e desesperada pela sobrevivência.

    Ao contrário de Enterrado Vivo, a ação de 127 Horas não é limitada apenas ao local do acontecido. Isto porque o diretor inglês Danny Boyle (o mesmo de Quem Quer Ser um Milionário) opta por abrir várias frentes narrativas onde o espectador acompanhará pessoas e momentos importantes da vida do protagonista por meio de flashbacks, sonhos, delírios e devaneios. E quando o assunto é delírios e devaneios, vale lembrar que Boyle é bom nisso. Quem não se lembra de Cova Rasa e Trainspotting - Sem Limites, por exemplo? Há quem se incomode com o estilo, digamos, excessivo de Boyle, que não economiza em maneirismos gráficos e peripécias visuais para anabolizar a história. O que de forma alguma tira os méritos desta boa trama de tensão e suspense com toques dramáticos.

    Quem já leu o livro Between a Rock and a Hard Place, ou quem já viu o documentário na TV paga sobre a história de Aron Ralston sabe como o filme termina. Quem prefere curtir o suspense no cinema, que fique longe dos trailers, sinopses e resenhas cheias de spoilers que têm pipocado na imprensa.