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    1917

    Por Daniel Reininger
    22/01/2020

    Dirigido por Sam Mendes, de 007 - Operação Skyfall, 1917 é um feito técnico impressionante e uma história simples e eficiente sobre dois soldados britânicos, Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman), encarregados de cruzarem as linhas inimigas e entregarem uma mensagem que pode impedir o massacre de milhares de soldados, entre eles, o irmão de Blake.

    O longa é impressionante e imersivo, afinal, 1917 captura o terror das trincheiras da Primeira Guerra Mundial de forma surpreendentemente realista e impactante. O grande diferencial do longa é a narrativa dar ideia de ter sido filmada em uma única tomada, com cortes sutis, algo sempre incrível de se ver nas telonas.

    Embora essa abordagem não seja nova no cinema, e Birdman Ou A Inesperada Virtude Da Ignorância é um exemplo recente dessa técnica bem utilizada, a forma como aparece em 1917 ajuda a manter o espectador completamente imerso na jornada desses soldados comuns. Você sente o perigo, a tensão de sua jornada como se estivesse ao lado deles e, o mais importante, você se importa com ambos.

    A forma como nenhum dos dois é particularmente excepcional e ajuda o espectador a se relacionar logo de cara com Blake e Schofield. Eles são pessoas normais com a tarefa monumental de fazer algo heroico diante de um perigo inimaginável com a finalidade de salvar vidas. Como não simpatizar imediatamente com eles diante desse cenário, certo?

    E Sam Mendes cria uma narrativa repleta de desafios e a morte pode chegar a qualquer momento, de qualquer lugar. A tensão é palpável todo o tempo. Além disso, a fotografia, a edição e o excepcional design de produção contribuem para um realismo assombroso desse retrato da França devastada pela grande guerra. É curioso como o 1917 consegue ser belo e horrível na mesma proporção e algumas vezes até ao mesmo tempo.

    Isso sem falar nas atuações. A forma como Chapman e MacKay usam as expressões corporais para mostrar o que sentem é um dos pontos fortes do longa. Mesmo quando a trama fica muito tempo sem diálogo, ainda é capaz de ser bem desenvolvido emocionalmente e dizer muito. O drama humano é o mais importante em 1917 e não é preciso de palavras para compreendê-lo.

    Filmes de guerra não são inovadores, mas 1917 se destaca pela sua qualidade técnica e peso emocional, enquanto recria uma guerra pouco abordada pelo cinema, que costuma contar a mesma história sobre a Segunda Guerra Mundial de forma incansável. É uma jornada intensa e cativante, focado no lado humano. Certamente é um filme memorável.