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    2012

    Por via das dúvidas, caso interesse, veja antes de 21 de dezembro de 2012
    Por Angélica Bito
    10/11/2009

    De acordo com uma profecia Maia, o dia 21 de dezembro de 2012 marcará um raro alinhamento cósmico que resultará na destruição do planeta. A profecia, claro, é tema de livros, documentários e, agora, 2012, longa de ficção dirigido por Roland Emmerich, diretor alemão que já colocou a Terra em perigo nos filmes Independence Day (1996) e O Dia Depois de Amanhã (2004).

    Emmerich conta com o que há de mais avançado e convincente em termos de efeitos especiais para levar a cabo a profecia dos Maias. Pelo menos no cinema. Como profecias sozinhas não conquistam a empatia do espectador, ele conta com dois núcleos dramáticos, que se desenvolvem paralelamente a fim de encontrar uma solução para escapar da exterminação geral da humanidade. Por um lado, temos o governo norte-americano que, sob a liderança de seu presidente (Danny Glover), formou uma equipe de cientistas que tenta impedir as catástrofes naturais iminentes.

    Paralelamente, temos Jackson Curtis (John Cusack), autor de um livro que não encontrou muito sucesso e, atualmente, trabalha como motorista de limusine. Com sua ex-mulher, Kate (Amanda Peet), tem dois filhos, Noah (Liam James) e Lily (Morgan Lilly). O fim do mundo ocorre justamente quando o escritor sai para acampar com os filhos no parque nacional Yellowstone, um dos focos de eclosão dos desastres naturais, levando Curtis e sua família a ter seus caminhos cruzados com os cientistas norte-americanos.

    2012 tem todos os elementos que formam filmes do gênero catástrofe: um mocinho “gente como a gente” que supera dificuldades por uma causa maior; o presidente norte-americano disposto ao sacrifício; o cientista que tenta alertar sobre os perigos que podem destruir a Terra, mas nunca ganha a atenção que deveria; uma criança carismática; um maluco que no fundo tem razão (Woody Harrelson, numa atuação realmente inspirada e hilária). Mas o filme de Emmerich ainda traz toques de humor quase negro. O diretor parece se divertir com o fim do mundo. E tem razão: não é qualquer um que pode abraçar uma teoria apocalíptica que realmente existe e desenvolver um roteiro, utilizando um nada modesto orçamento de US$ 260 milhões.

    2012 não deve ser encarado como um filme que sublinhe ou explique melhor a tal da profecia Maia, mas sim como puro entretenimento hollywoodiano. Tem um humor espirituoso, abusa dos clichês – o que pode incomodar os espectadores cansados de filmes apocalípticos como este – sabe utilizar muito bem dos recursos digitais disponíveis no mercado e tem excelentes sequencias de ação. Mas, por via das dúvidas, caso interesse, veja antes de 21 de dezembro de 2012.