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    300: A ASCENSÃO DO IMPÉRIO

    Muita ação, efeitos especiais e nada a dizer
    Por Roberto Guerra
    05/03/2014

    A continuação do sucesso 300 começa com a cena em que Xerxes, montado a cavalo, ergue seu machado e decapita o Rei Leonidas. O filme salta então para a rainha Gorgo (Lena Headey) contando aos espartanos a histórica Batalha de Maratona. Neste enfretamento épico entre atenienses e persas, o General Themistokles (Sullivan Stapleton) mata o rei persa com uma flechada. Segundo Gorgo este foi um erro: ele deveria ter matado o filho do rei, Xerxes (Rodrigo Santoro), um jovem normal à época.

    Antes de dar o último suspiro, o rei persa diz ao filho que só um deus pode derrotar os gregos. A ambiciosa Artemisia (Eva Green) ouve a palavras do monarca moribundo e convence Xerxes a passar por um ritual que o transforma no gigante deus da guerra que conhecemos no primeiro longa. Essa introdução nos leva a pensar que Xerxes será o personagem central da trama, mas não é o que acontece. Daí em diante o filme se concentra mesmo na guerra naval entre Themistokles e Artemisia.

    O que segue são muitas cenas de batalha pontuadas por inúmeros momentos em slow-motion e sangue digital jorrando pra todo lado. Em meio a esse artificialismo a sensação é de estar assistido a uma partida de videogame de hora e meia. É tanta cena de combate que a certa altura não sabemos mais quem está brigando com quem. A frágil trama do filme vai aos poucos sendo engolida pelos efeitos digitais e não importa muito quem vai vencer ou perder . Não torcemos de fato por ninguém nem nos aproximamos dos personagens.

    A Ascensão do Império é uma ode ao CGI (Imagens Geradas por Computador), um show tecnológico muito bem acabado e vazio. Quem quer ver muita pancadaria e não se importa se há ou não uma história permeando e dando sentido ao espetáculo, pode encarar a sessão sem medo. Por outro lado, para os que acham que uma boa trama ainda é a base de um filme – pensamento um tanto démodé hoje em dia – é melhor não perder seu tempo.