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    7 PSICOPATAS E 1 SHIH TZU

    Uma divertida sátira do mundo do crime que mais parece uma homenagem tardia a <em>Pulp Fiction</em>.<br />
    Por Daniel Reininger
    02/01/2013

    Dois pistoleiros passam o tempo conversando sobre pessoas que levaram tiros nos olhos enquanto esperam mais uma vítima. Quando o papo começa a ficar sério, são sumariamente assassinados pelo psicopata número 1, personagem devidamente apresentado no melhor estilo Tarantino. Assim começa Sete Psicopatas e um Shih Tzu, novo filme de Martin McDonagh (Na Mira do Chefe), divertida sátira do mundo crime que mais parece uma homenagem tardia a Pulp Fiction, embora não chegue aos seus pés.

    Marty (Colin Farrell) é um roteirista alcoólatra que não consegue escrever nada além do título de seu próximo filme, uma história pacifista sobre sete psicopatas (sim, bizarro, eu sei). Seu melhor amigo, Billy (Sam Rockwell), que ganha a vida sequestrando cachorros, se oferece para ajudar, mas Marty tem ciúmes de seu trabalho e o deixa de fora enquanto pode.

    Tudo vai bem (ou melhor, mal), até que Billy e Hans (Christopher Walken) - homem profundamente religioso cuja esposa está com câncer - sequestram um Shih Tzu chamado Bonny, amado bicho de estimação do gangster Charlie (Woody Harrelson). Ao mesmo tempo, um assassino em série chamado The Jack of Diamonds decide matar criminosos de Los Angeles enquanto um maluco quer usar o filme de Marty para reencontrar seu amor.

    Chamar o enredo de nonsense é pouco, mas, acredite, funciona. O longa mistura realidade e fantasia intercalando cenas do roteiro escrito por Marty, Billy e Hans com acontecimentos da vida real. Algumas cenas são flashbacks, como quando o psicopata que quer ajuda para reencontrar sua namorada maníaca aparece na porta de Billy depois deste colocar um anúncio no jornal. Não vou dar spoilers e revelar detalhes dos maníacos, mas todos são interessantes, garanto.

    O filme é bem divertido, com elementos de produções de Guy Ritchie e Tarantino e humor-negro pesado e cruel, com direito a homenagens a Taxi Driver, de Martin Scorsese, e até a filmes de Takeshi Kitano. Entretanto, há momentos estranhos em Sete Psicopatas e um Shih Tzu, principalmente quando o chororo de Marty se torna enfadonho e repetitivo. Ou quando o clímax do filme chega muito cedo e os minutos finais são preenchidos com três amigos acampando no meio do deserto tentando achar um final (clichê) para seu filme – tudo muito monótono.

    Embora o roteiro não seja tão inteligente como McDonagh pretendia e trate os personagens femininos com desdém (o próprio filme tira sarro disso), Sete Psicopatas e um Shih Tzu é divertido, cheio de absurdos e boas atuações. Há também uma intensa mini-história noir, paralela à trama principal, sobre um pai em busca de vingança contra o assassino de sua filha. Boa pedida para quem anda com saudades de um bem produzido misto de ação e humor negro.