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    A BELA E A FERA

    Belíssimas imagens compensam a falta de química do casal
    Por Júlia Fernandes
    25/09/2014

    Desde a classica animação Disney, muitas foram as tentativas de adaptar o conto originalmente escrito pela francesa Gabrielle-Suzanne Barbot  em 1740. A Bela e a Fera, do frances Christophe Gans (de Terror Em Silent Hill), faz valer o ingresso graças a sua fotografia e ao cuidado com sua direção de arte. Mais próximo da história original, sem objetos falantes e animais que cantam, o longa aposta em um viés mais dramático.

    Bela (Léa Seydoux, de Azul É A Cor Mais Quente) tem duas irmãs e três irmãos mais velhos e seu pai é um comerciante que vai à falência. Durante uma nevasca, ele acaba entrando em um castelo no meio da floresta, onde procura abrigo. Mas, ao passar pelo jardim e roubar uma rosa para a caçula, sua filha preferida, acaba irritando a Fera (Vincent Cassel, de Cisne Negro),  que exige a troca de um bem precioso por outro. E é aí que Bela deve ser a recompensa pela ousadia do pai e se mudar para o castelo.

    Desde o começo a produção já impressiona e o roteiro se desenvolve com sequências bem pensadas e que bebem referências dos contos-de-fada, mas sem grandes exageros ou atuações caricatas. Quando Bela finalmente se muda para o lar da Fera e seus mistérios vão se revelando, a construção visual cresce em grandiosidade. A floresta, a magnitude do local, a decoração e especialmente as roupas e joias que Bela usa são tão bonitas que fica difícil não ser fisgado pelo universo criado para o filme.

    A maldição por trás da transformação de príncipe em Fera é tão fantasiosa quanto a do desenho que todos conhecem, mas surpreende, o que dá um ar de novidade para a adaptação. O grande problema é que falta ao roteiro uma preocupação maior com a relação entre os personagens e um desenvolvimento melhor da história.

    Embora o começo seja elaborado, o desenrolar acaba se apegando demais ao visual, deixando de lado uma esperada profundidade. Até chegar ao desfecho final, o filme se valhe de uma série de sequências arrastadas em que a moça explora cada pedado do castelo. Além disso, há alguns furos inexplicaveis, como quando a narração diz algo que as cenas não mostram. Também é verdade que falta química ao casal. Léa Seydoux e Vincent Cassel parecem não convencer nessa grande história de amor.

    A Bela e A Fera mantém a magia e o encantamento dessa história tão querida por crianças e adultos e é um belo filme, mas o amor do casal e o "felizes para sempre" aqui parecem algo que existe mais na nossa imaginação.