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    A CASA DE CERA

    Por Felippe Toloi
    22/05/2009

    Os produtores de Hollywood seguem realizando uma overdose de refilmagens. Provavelmente para encobrir a crise criativa que teima em permanecer em seus estúdios, estão fazendo de tudo para dar aquela caprichada nos efeitos especiais. Fruto direcionado para os fãs de terror adolescente, A Casa de Cera, remake de 1953, deve agradar aos aficcionados do gênero. Os irmãos roteiristas Chad e Carey Hayes mudaram bastante a estrutura principal do longa original, deixando o enredo mais teen.

    Seis adolescentes resolvem acampar à noite a caminho da final do Campeonato Universitário de Futebol Americano. São eles: Carly Jones (Elisha Cuthbert, da série 24 Horas), seu irmão Nick (Chad Michel Murray, da série One Tree Hill), seu namorado Wade (Jared Padalecki), o casalzinho Paige (a milionária Paris Hilton) e Blake (Robert Richard), além de Dalton (Jon Abrahams). Até aqui, nenhuma novidade em relação a outras produções do gênero. O que era pra ser um programa divertido, com as tradicionais cenas de jovens enchendo a cara, fazendo piadas e namorando dentro das barracas, vira um pesadelo. Tudo começa quando um misterioso motorista de caminhão invade o local onde eles estão acampados. No dia seguinte, eles encontram um dos carros danificado, impedindo de irem juntos à partida de futebol.

    Carly e Wade saem em busca da cidade mais próxima para fazer a devida manutenção. Ao chegarem, a encontram praticamente abandonada. A única alma viva a prestar auxílio é Vicent (Brian Van Holt). Entre os atrativos do local, o casal encontra a tal casa de cera do título, repleta de bonecos esteticamente perfeitos e realistas. Não demoram muito para descobrir que toda a cidade é habitada somente por réplicas assim.

    Eficaz no que se propõe a fazer, A Casa de Cera prende bastante a atenção, oferece uma generosa dose de suspense e assassinatos demasiadamente violentos, surpreendendo a quem for assistir ao filme com um pé atrás (como eu). A partir da metade, trata-se de uma verdadeira chuva de cera e sangue.

    O diretor estreante Jaume Collet-Serra conduz bem os momentos de clímax, como as cenas do assassino perseguindo os jovens ou quando a Casa de Cera começa a ser derretida. De qualquer modo - com o objetivo de atrair mais jovens, talvez -, A Casa de Cera tenta "tirar algo a mais" de seu elenco além do talento: há sempre um jeito de colocar Paris Hilton em uma cena mais picante (como quando ela faz strip-tease) ou Elisha Cuthbert - que segura bem a condição de protagonista - com camisetas colantes, sem sutiã.

    A Casa de Cera fica acima da média se comparado a recentes produções do gênero, como Pânico na Floresta (2003) e O Massacre da Serra Elétrica (2003). O trabalho de desenho e plástica dos bonecos é muito cuidadoso e realista. Além disso, o filme vale por rebuscar um bom argumento, tendo na original construção de seus vilões (e eu não quero estragar nenhuma surpresa aqui) um ponto forte.