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    A CASA DOS MORTOS

    Direção fraca e clichês tornam filme previsível rapidamente
    Por Daniel Reininger
    10/02/2015

    Está cada vez mais difícil assistir a um terror que realmente assuste ou inove. Atualmente, o gênero vive de reciclar ideias e apostar no certo ao invés de arriscar ir além para conseguir novos públicos. Diretores e produtores atolam seus filmes de clichês para satisfazer o público fiel, que sem opção melhor, acaba por consumir qualquer lançamento que apareça. Esse é o caso de A Casa Dos Mortos, filme capaz de divertir, mas que não foge da mesmice na qual o gênero se encontra.

    A trama acompanha a investigação da cena de um crime chocante em uma casa abandonada. O problema é que essa mesma casa foi cenário de um massacre similar décadas antes. Um policial (Frank Grillo) e uma psicóloga (Maria Bello) são chamados para investigar o caso e aos poucos descobrem que os jovens morreram enquanto tentavam evocar fantasmas. Como o nome em inglês (Demonic) já diz, as coisas se complicam, afinal eles estão lidando com, ao menos, um demônio.

    A narrativa alterna cenas da investigação, na qual um dos jovens é interrogado, com flashbacks dos acontecimentos na casa horas antes. Com isso, o suspense vai crescendo e, embora o espectador saiba do final sangrento do ritual, ele não sabe exatamente o que aconteceu ou quem foi o culpado pelas mortes. Ou ao menos essa era a ideia, afinal após a metade do filme tudo fica muito claro e fica fácil adivinhar exatamente o que está acontecendo e, para piorar, o que ainda vai acontecer.

    Isso é consequência da quantidade enorme de pistas fornecidas pela história. Embora o roteiro seja relativamente bem amarrado, o diretor Will Canon tem problemas em manter os detalhes do assassinato em segredo. Diálogos, olhares, informações demais vão destruindo o clima criado com cuidado nos momentos iniciais, e bem quando as cenas de sustos são mais frequentes, o mistério desaparece. Como consequência, o filme se arrasta até o final, incapaz de manter a atmosfera necessária para a grande revelação.

    Como a premissa do filme é realmente interessante e as cenas de fantasmas são, de fato, bem feitas, o longa acaba por chegar ao fim sem irritar completamente e, quem desligar o cérebro e apenas curtir os sustos, pode realmente se divertir. Além disso, a presença de Maria Bello e Frank Grillo ajuda a dar um pouco de credibilidade ao texto, com atuações mais maduras do que o restante do elenco.

    No final das contas, A Casa dos Mortos é o típico filme feito para fãs do gênero e nada mais. Mesmo entre esses, o longa deve dividir opiniões. Alguns vão gostar, claro, enquanto os mais exigentes devem ficar entediados com a dificuldade em manter o clima ou surpreender, como acontece com tantos outros longas recentes. Enquanto ficamos na espera de outra ótima produção de terror, o jeito é se contentar com mais do mesmo.