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    A CHAVE MESTRA

    Por Felippe Toloi
    22/05/2009

    O que parecia ser apenas mais uma história de suspense tola e sem tempero chega ao seu clímax com um final eletrizante e imprevisível. Esta é descrição exata para A Chave Mestra, novo filme protagonizado pela belíssima Kate Hudson.

    Para os aficionados em produções de suspense, a hipótese de ver apenas uma repetição de argumentos já abordados é inevitável, mas a história construída pelo roteirista Ehren Kruger (O Chamado) usa de maneira esperta o elemento sobrenatural, salvando esta produção.

    Caroline (Kate Hudson) é uma jovem enfermeira, inconformada por não ver os pacientes que são internados no hospital onde trabalha se reabilitarem. E o fato de não superar o trauma da morte do pai, que se adoentou enquanto ela esteve ausente, mexe ainda mais com seu emocional. Ela, então, deixa o cargo e parte para uma mansão na região pantanosa e soturna de Nova Orleans, na região sul dos EUA, a fim de ajudar exclusivamente a idosa e geniosa Violet Deveraux (Gena Rowlands) a cuidar do seu esposo Ben (John Hurt), um senhor inválido que já não fala mais e vive em cadeira de rodas. A princípio, Violet não concorda com a presença da novata em sua casa, mas o advogado Luke Marshall (Peter Sarsgaard), responsável pelos problemas legais do casal, convence a senhora a apostar e confiar na jovem. Do mesmo modo, ele ajuda Caroline a se familiarizar e se integrar ao ambiente pouco convidativo.

    A curiosa Caroline passa a desconfiar das atitudes misteriosas do casal e hábitos estranhos, como a ausência de espelhos em todos os cômodos. Com uma chave mestra que dá acesso a todas as portas da mansão, ela invade uma passagem secreta localizada no sótão e descobre que aquela localidade já foi alvo de uma lenda envolvendo um ritual hudu (uma magia espiritual) com antigos empregados negros da casa, chamados de Papa Justify e Mama Cecile. A enfermeira, já obcecada, acredita veementemente que isso seja a razão para o comportamento hostil de Violet e para a condição de Ben. Ela passa a todo custo a esquivar-se de uma perigosa e trágica cilada.

    A Chave Mestra tem no elenco ótimos atores: Gena Rowlands rouba a cena, apesar de Kate Hudson segurar-se bem na condição de protagonista. Entretanto, a direção rasa de Iain Softley (K-Pax - O Caminho da Luz) não explora o talento de Kate o quanto poderia, além de não conduzir a câmera de forma a desenhar sustos convincentes para o espectador. Mas, como dito anteriormente, o roteiro corrige esta falha em seu desfecho, deixando o filme acima da média e mais interessante.