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    A ESPIÃ QUE SABIA DE MENOS

    Elenco experiente conduz boa comédia de espionagem
    Por Pedro Tritto
    03/06/2015

    Espionagem e comédia, apesar da grande diferença que existe entre os dois, são elementos que combinam muito bem, principalmente quando são juntados de maneira coerente e inteligente. Temos bons exemplos disso, como Agente 86 e até Kingsman - Serviço Secreto, que conseguiu homenagear várias obras clássicas do gênero.

    A Espiã Que Sabia De Menos, novo filme dirigido por Paul Feig, é mais um bom exemplo da combinação entre agente secreto e risos. Com um elenco talentoso, que inclui a sempre ótima Melissa Mccarthy, Jude Law e até Jason Statham, presença constante em longas de ação, o filme consegue mesclar bem os elementos clássicos da espionagem com boas cenas de perseguição que te permitem rir e acompanhar a trama do início ao fim sem se cansar.

    É verdade que muito disso também se deve a McCarthy, um dos principais nomes da comédia atual americana, que arranca boas risadas ao interpretar com consistência uma aspirante a espiã. Feig também tem seu mérito, afinal de contas, soube escolher um elenco talentoso, com experiência tanto em comédia quanto em ação, o que foi fundamental para que a trama não se transformasse em um pastelão sem sentido.

    Na história, McCarthy é Susan Cooper, uma agente da CIA que auxilia Bradley Fine (Jude Law) em perigosas missões. Enquanto ele, um sujeito com pinta de James Bond, se arrisca em campo, ela o ajuda dentro do escritório da organização, vigiando suas ações e seus inimigos através de um sistema de computador.

    No entanto, quando o experiente espião se encrenca com a filha de um negociante de armas, chamada Reyna (Rose Byrne), Cooper se torna a única opção para rastrear e impedir que uma ameaça nuclear não se concretize. Inexperiente no trabalho de campo, ela ainda vai precisar lidar com as intervenções de Rick Ford (Stathan), um agente durão e machista, que procura resolver tudo da sua maneira.

    Com perfis totalmente distintos, o trio Cooper, Ford e Reyna é o elemento mais divertido da história. Os diálogos entre os três são bem engraçados, principalmente aqueles que a personagem de McCarthy xinga a rival para diminuir a sua moral e mostrar quem manda de verdade na situação.

    Além disso, o roteiro é bastante direto, o que permite a trama fluir de maneira coerente. Assim como em As Bem Armadas, Feig se preocupa em apresentar sequências de ação coesas e explicar todos os aspectos importantes da missão de Susan. E isso é bom, principalmente em comédias desse estilo, pois mantém o filme em uma linha coerente.

    Honesto com sua proposta, A Espiã Que Sabia Demais é uma boa opção de entretenimento, principalmente para aquele que procura diversão e dar boas risadas no cinema. O filme é bem feito, tem um humor inteligente e se mantém firme até o final da cena pós-crédito.