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    A FAMÍLIA DO FUTURO

    Por Angélica Bito
    06/04/2007

    A tradição dos estúdios Disney na animação é incontestável. No entanto, com o desenvolvimento de tecnologias que levaram o gênero a outro patamar, o digital, a empresa perdeu uma grande fatia no mercado cinematográfico. A compra dos estúdios Pixar pela Disney foi sua forma de tentar remediar essa perda e, quem sabe, recuperar o lugar que costumava ocupar em se tratando dessas produções.

    A Família do Futuro é o primeiro "produto" resultado dessa compra. Trata-se de um lançamento ousado, pois envolve mais uma nova tecnologia que pode revolucionar a produção de animações (ou não): a projeção em 3-D. Nos EUA, o longa foi exibido em 581 cinemas equipados com projetores digitais. Aqui, no entanto, essa estratégia não será válida, uma vez que só temos duas salas com os equipamentos compatíveis à tecnologia 3-D. Mesmo assim, vale o registro, pois essa tendência pode ser a próxima novidade na área.

    O filme foca um tema recorrente nas animações do estúdio: a família. No caso, a ausência dela. Lewis é um menino órfão, abandonado pela mãe quando bebê. Criado num orfanato, nunca conseguiu encontrar uma família que o adotasse. A paixão pela criação de geringonças tecnológicas, aliada ao desejo de encontrar em suas próprias memórias uma pista para encontrar sua mãe biológica, leva Lewis à criação de uma máquina capaz de escanear as memórias e exibi-las numa pequena tela. Quando o menino mostra sua invenção na feira de ciências da escola, conhece o misterioso Wilbur Robinson e o vilão, o Cara com Chapéu de Coco. Eles levam Lewis a um lugar inimaginável ao menino: o futuro. É onde ele conhece a família de Wilbur, os Robinsons do título, formada por figuras impagáveis. Logo, o menino descobre que tem mais responsabilidades que imaginava em relação ao destino desses personagens.

    Em muitos momentos, o mundo criado em A Família do Futuro lembra outra animação, Robôs, também por causa do protagonista. Em ambos os filmes, eles pretender ser inventores e mudar o mundo com suas engenhocas. Mas as comparações entre as duas produções terminam por aqui. A Família do Futuro traz uma série de personagens carismáticos e muito bem construídos. O mundo futurista imaginado pelos produtores desta animação é repleto de formas, cores e geringonças enchendo a tela. A versão em 3-D, considerada desde o desenho de produção até o desenvolvimento em si da animação, dá um toque especial a esse universo, mas não chega a ser indispensável. Ainda bem, pois, como já foi dito, A Família do Futuro só será exibido no Brasil nesta versão em duas salas - o Cinemark Shopping Eldorado (SP) e o UCI Kinoplex NorteShopping (RJ).

    A trama é bem construída até chegar no final, quando sua resolução é um pouco "atropelada", o que pode confundir a mente dos espectadores mirins. Apesar de ser o primeiro filme que marca a incorporação da Pixar pela Disney, falta o frescor que a produtora costuma conferir a seus longas-metragens, como o recente Carros. Mesmo assim, A Família do Futuro é uma simpática animação, que ainda conta com músicas inéditas do cantor canadense Rufus Wainwright na trilha sonora (infelizmente, também em versão brasileira nas cópias dubladas).