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    A FILHA DO MEU MELHOR AMIGO

    Comédia morna deixa humor no meio do caminho
    Por Cristina Tavelin
    02/09/2013

    Duas famílias mantém uma amizade de muitos anos no vilarejo Orange Drive, subúrbio de Nova Jersey. Tudo parece bem até a filha do casal Ostroff, Nina, voltar após cinco anos de viagem. Mais velha e interessante, causa interesse no pai de sua ex melhor amiga. Essa é a trama da comédia morna A Filha do Meu Melhor Amigo.

    O título em inglês, The Oranges, remete a todos os indivíduos que formam a comunidade. Em português, acaba reduzindo o longa à interação entre alguns personagens.

    David, interpretado por Hugh Laurie (o Dr. House da série de TV), vive um casamento tedioso com a infeliz Catherine. Vanessa, filha deles, entra em crise quando o pai começa a se relacionar com sua antiga vizinha.

    O longa demora um pouco para engatar, mas quando entra no prumo, consegue entreter. Isso acontece quando o casal polêmico se envolve e passa a levantar uma série de questões sobre julgamento do outro a partir de padrões comuns e até antiquados, além de questionar o porquê da intromissão na vida alheia.

    Os protagonistas desenvolvem boas atuações. Entretanto, personagens caricatos ao extremo deixam a história forçada. Os pais de Nina, por exemplo, encarnam clichês de uma comédia americana meia-boca. Terry é o "gordinho engraçado" e Terry a "mãe louca".

    As passagens que tentam ser bem humoradas nem sempre são eficientes ao se apoiarem em tipos artificiais. Além disso, contestar padrões por meio clichês resulta numa contradição. Talvez a ideia seja exatamente causar esse contraste, mas não há clareza para comprovar tal argumento.

    A felicidade do casal com diferença de idade latente passa a incomodar a comunidade, fazendo-a refletir sobre o preço de andar na linha. A partir daí, todos começam a repensar suas vidas, transformando-as na medida do possível. Nina foi apenas o estopim de uma bomba que já estava para explodir.

    Apesar de levantar a discussão pertinente, A Filha do Meu Melhor Amigo peca por não fazer rir - falha notável se tratando de uma comédia. Assimila-se àqueles filmes americanos de natal. Ao menos, no fim das contas, os acontecimentos em Orange Drive fazem o espectador mais puritano sair da sala com novos questionamentos para resolver.