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    A FORÇA DA AMIZADE

    Por Celso Sabadin
    27/06/2008

    Leio em algum lugar na imprensa que já está disponível na internet um software que ensina "qualquer um" a escrever um roteiro cinematográfico. Esta ferramenta virtual seria capaz de orientar o aspirante a roteirista passo a passo, criando personagens e situações, como se ele estivesse, por exemplo, instalando uma impressora nova.

    Não sei até que ponto a notícia é verdadeira e nem se o software é realmente eficiente. Mas que existem filmes que parecem ter saído de rígidas fórmulas computadorizadas, ah, isso é verdade! Caso típico é o da comédia dramática A Força da Amizade, produção americana de 2006 que estréia tardiamente em nossos cinemas. E que não faria a menor diferença se não estreasse.

    O roteiro do estreante Daniel D. Davis se centraliza em Arvilla (Jessica Lange), uma mulher de meia-idade que acaba de sair da cerimônia de cremação de seu marido. Abalada emocionalmente e ainda com a urna funerária nas mãos, Arvilla está pronta para realizar o último desejo do falecido: espalhar suas cinzas pelos lugares onde ambos passaram momentos felizes. Porém, Francine (Christine Baranski), filha do defunto, exige um funeral tradicional e intima Arvilla a levar as cinzas até o lugar onde se realizará uma nova cerimônia. Acuada, a viúva decide chamar suas duas melhores amigas, Margene (Kathy Bates) e Carol (Joan Allen), para que elas a acompanhem numa viagem pelo interior dos EUA. As três simpáticas senhoras, a bordo de um conversível vermelho e de uma urna funerária, se encarregam de levar as cinzas até o suposto "funeral convencional".

    Sim, é um road movie pra lá de tradicional. Não, ele não traz nenhum atrativo que o diferencie de centenas de outros filmes iguais a este. Sim, o filme repete a velha e cansativa fórmula da redenção por meio de uma longa viagem (exterior e interior). Não, eu não sei o que boas atrizes como estas estão fazendo num filme tão descartável.

    É evidente que bilheteria está longe de ser sinônimo de qualidade, mas assim também é demais: A Força da Amizade não chegou a faturar sequer US$ 500 mil (sim, mil) nas bilheterias dos EUA.