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    A HORA DO ESPANTO (2011)

    Refilmagem não fica atrás do longa original de 1985 e funciona como entretenimento de qualidade<br />
    Por Celso Sabadin
    03/10/2011

    A pergunta é sempre a mesma: vale a pena refazer filmes de sucesso? Para os produtores, geralmente, sim. Eles já vão para o mercado com a vantagem de trabalhar um título conhecido, e contam com a certeza de um bom volume de mídia gratuita, já que as comparações serão inevitáveis. E isso sempre dá matéria. Já para a chamada cinefilia, ou seja, para o prazer de quem curte cinema, geralmente não, pois também é praticamente inevitável que o remake já nasça com um sabor requentado.

    Este novo A Hora do Espanto, versão 2011 do terror homônimo de 1985, reacende a questão. Vale a pena? A boa notícia é que o filme é digno para com seu antecessor. Consegue segurar um bom clima de suspense e terror durante toda a trama, traz um humor equilibrado nos momentos adequados, trabalha com um elenco eficiente e homogêneo, e ainda faz do sempre bom Colin Farrell um vampiro dos mais críveis e descolados.

    Mas, claro, a história carece de originalidade. Charlie (o jovem russo Anton Yelchin, que viveu Chekov em Star Trek) é um adolescente igual a milhões de outros, que namora a bela Amy (a inglesa Imogen Poots), estuda numa escola igual a milhares de outras e mora numa rua idêntica a bilhões de outras. Mas com um senão: ele tem tudo para acreditar que o vizinho Jerry (Colin Farrell) é um vampiro, responsável pelo sumiço de vários de seus colegas de escola. Incluindo o amigão de infância Ed (Christopher Mintz-Plasse, que estreou em Superbad - É Hoje, em ótimo papel). O resto você já sabe. Ou, pelo menos, quem viu o original já sabe.

    Se por um lado este novo A Hora do Espanto não vai entrar na lista do melhores terrores dos últimos anos, por outro lado ele também não faz feio. Funciona como um entretenimento de qualidade, e se preocupa mais com a criação de clima que com sustos fáceis.

    Um certo excesso musical cansativo, típico do gênero, acaba sendo compensado por uma ótima direção de atores, nivelada por cima. E com uma pequena surpresa: o motorista que se envolve num violento acidente com o carro de Charlie e sua mãe (e que acaba tendo seu pescoço chupado) é Chris Sarandon, o vampiro do filme original, aqui numa rápida participação.

    Esta inusitada coprodução, que une EUA e Índia, não foi bem recebida no mercado norte-americano, onde faturou pouco mais da metade do seu custo estimado de US$ 30 milhões.