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    A LENDA DOS GUARDIÕES

    Mais um filme que retrata a guerra e não convence com o enredo. O que salva é a computação gráfica!<br />
    Por Celso Sabadin
    05/10/2010

    Como o cinema é o reflexo da cultura de cada país, não é difícil perceber porque tantos filmes americanos buscam na guerra o seu mote principal. Afinal, os EUA não apenas são o país mais belicista do mundo, como também necessitam dos conflitos para se sustentar financeiramente. Tipo assim uma espécie de urubu, que precisa da carniça para comer.
    Tudo bem, é a cultura deles e cada um tem a sua. Mas a gente não é obrigado a engolir. Principalmente se esta mensagem bélico-agressiva-destrutuiva vem travestida de corujas supostamente fofinhas, para conquistar as plateias infantis.

    Assim é A Lenda dos Guardiões, uma apologia da guerra para crianças. Não por acaso, o filme é do mesmo diretor de 300, aquele onde a guerra é visto como uma alegoria de escola de samba.

    Verborrágico, cansativo e todo “interpretado” por corujas (o trabalho de computação gráfica é magnífico!), A Lenda dos Guardiões fala de dois jovens irmãos que são raptados para servir como lutadores escravos numa guerra que está por vir. Um deles se rebela contra a situação, enquanto o outro se percebe fascinado pelo repentino poder que este tal “serviço militar obrigatório” parece lhe proporcionar. Tudo serve, obviamente, como ponto de partida para mais um pouco criativo embate entre o Bem e o Mal.

    Um dos principais problemas do filme reside no fato dele apresentar um roteiro nada condizente com o visual infantil ou infanto-juvenil que as corujas sugerem. Com direito a combates sangrentos, traições entre irmãos, crianças escravizadas e batalhas violentas. Junte-se a isso uma confusa sucessão de nomes, lugares e um excesso de personagens nem sempre identificáveis facilmente sob as penas muitas vezes parecidas das corujas. Totalizam o desastre as situações que surgem sem pé nem cabeça durante a ação, o fraquíssimo humor, e o cansativo excesso de efeitos de câmera lenta no estilo de Matrix.

    Para quem gosta de filmes onde a overdose visual tenta esconder a falta de ideias, é um prato cheio.