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    A LIGA EXTRAORDINÁRIA

    Por Roberto Guerra
    22/05/2009

    A idéia até que era boa: fazer um filme em cima dos quadrinhos da série A Liga Extraordinária, criação do roteirista de comics Alan Moore, um dos maiores mitos dos quadrinhos da atualidade. Originalmente intitulada League of the Extraodinary Gentlemen (Liga dos Cavalheiros Extraordinários), a obra reúne diversos personagens da literatura inglesa numa espécie de pelotão de elite no combate ao crime.

    Mas a boa idéia não se transformou num bom filme. A Liga Extraordinária, que chega às telas brasileiras na sexta feira 12, não é sequer uma boa diversão. O roteiro fraco não consegue sustentar a trama além das apresentações dos membros da liga, que aqui é composta por Allan Quatermain, uma espécie de Indiana Jones do século 19; Capitão Nemo, o lendário comandante do submarino Nautilus, de Julio Verne; Dr. Jekyll, que se transforma no incontrolável Mr. Hyde, do clássico O Médico e o Monstro; a vampira Mina, de Drácula de Bram Stocker; O Homem Invisível, da obra de H.G. Wells; Dorian Gray, criação de Oscar Wilde, que no filme tem o poder da imortalidade, e, por último, o jovem Tom Sawyer (da obra de Mark Twain), no filme um agente secreto norte-americano.

    Depois de formada, a Liga parte rumo a Veneza, a bordo do submarino Nautilus, para enfrentar o vilão conhecido como O Fantasma, um sujeito mascarado e de rosto deformado que pretende sabotar uma conferência de líderes mundiais na cidade italiana e, com isso, provocar uma guerra mundial. A alcunha de Fantasma, no caso, não poderia ter sido mais pertinente, visto que o personagem consegue passar despercebido ao longo de quase todo o filme. Sem dúvida, um dos vilões mais insossos dos últimos tempos.

    Por outro lado, não há empatia com os heróis. Até mesmo Sean Connery, que interpreta o aventureiro Allan Quatermain, está abaixo da média. Com isso, restariam então os efeitos especiais, mas nem mesmo estes impressionam. A seqüência na qual a cidade de Veneza é implodida, por exemplo, é tacanha demais. A única exceção é a transformação de Dr. Jekyll em Mr. Hyde, que lembra muito o filme Hulk.

    Em suma, assista ao filme por sua conta e risco.