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    A MENINA E O PORQUINHO

    Por Celso Sabadin
    05/01/2007

    O livro infantil A Menina e o Porquinho, escrito em 1952 por E.B. White (o mesmo autor de O Pequeno Stuart Little), é um grande clássico do gênero. Já vendeu 45 milhões de cópias no mundo todo, foi traduzido para 23 idiomas e recebeu um punhado de adaptações para televisão, desenhos animados e teatro. Faltava um longa-metragem live action para cinema. Não falta mais. Depois que a tecnologia desenvolvida para o filme Babe, o Porquinho Atrapalhado provou que os animais podem "falar" na tela grande, sem perder o sincronismo com os lábios, uma versão cinematográfica deste grande sucesso editorial era o caminho lógico a ser trilhado.

    Para quem não leu nenhum dos 45 milhões de exemplares publicados do livro, vale lembrar que a história fala de Wilbur, um simpático leitão que estava a ponto de ser sacrificado quando é salvo pela garotinha Fern (a ótima Dakota Fanning, de A Guerra dos Mundos). Nasce entre ambos uma forte amizade e logo a simpatia do leitão conquista também os vários animais da fazenda. Porém, o Natal está chegando e, com ele, o inexorável destino de Wilbur: ser servido com uma maçã na boca.

    A luta dos animais para mudar o rumo das coisas pré-estabelecidas pelo cruel mundo dos humanos e a união de todos os bichos para salvar o porquinho de seu triste fim traçam as diretrizes desta simpática fábula. Um trabalho que ainda consegue manter um bem-vindo frescor de simplicidade e otimismo num momento em que os filmes infantis são dominados por um incontável número de desenhos animados de lutas e violências. Neste sentido, foi bastante feliz a opção dos roteiristas em manter a história ambientada nos nostálgicos anos 50.

    Ainda que direcionado principalmente às crianças, A Menina e o Porquinho também não deixa de ser uma opção leve e agradável para adultos saudosistas que desejam mostrar aos seus filhos e netos um pedacinho de um mundo mais ingênuo e menos tecnológico.