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    A MENTE QUE MENTE

    Pensado para ser uma trama que desperta reflexão, filme soa &lt;em&gt;fake&lt;/em&gt;<br />
    Por Ana Martinelli
    14/01/2010

    Você já saiu do cinema com a impressão de que o filme que acabou de assistir é uma comédia, mas que várias piadas simplesmente não eram engraçadas? Foi assim que me senti ao ver A Mente Que Mente.

    A comédia dramática produzida por Tom Hanks começa com uma situação inusitada e universal. Troy (Colin Hanks) é um jovem frustrado com as escolhas que fez na vida para agradar ao pai e resolve jogar tudo para o alto e descobrir o que realmente lhe dá prazer. Para pagar as contas, e por que lhe parece divertido, decide aceitar o emprego de assistente de “O Grande Buck Howard”, título original do filme traduzido sabe-se lá por que para A Mente Que Mente.

    O diretor Sean McGinly (Tempo Esgotado, lançado diretamente em vídeo no Brasil) se inspirou na sua história como gerente de turnê do The Amazing Kreskin, na década de 1970, para dar vida ao Grande Buck Howard, um ilusionista que vive das glórias do passado e faz que questão de enfatizar que fazia seus números no The Tonight Show com Johnny Carson.

    Buck sobrevive de reproduzir seus velhos números de ilusionista em pequenas cidades dos Estados Unidos, enquanto prepara uma nova performance que acredita ser sua chance de voltar ao estrelato. John Malkovich (Queime Depois de Ler), como sempre, brilha na pele do nonsense decadente “mentalista”, como Buck prefere ser chamado.

    O papel de Colin Hanks (A Casa das Coelhinhas), filho de Tom Hanks que, além de produtor, faz uma ponta como pai de Troy, funciona como porta de entrada para o mundo de Buck Howard. Mas a atuação de Colin é apenas correta. O personagem só fica menos monótono quando interage com Emily Blunt (The Young Victoria), muito mais despachada como a assessora de imprensa que não dá a mínima e acha Buck um charlatão e conquista o garoto com sua visão mais realista e o chacoalha para a vida.

    Mas é John Malkovich quem segura o filme. Sem ele, A Mente Que Mente é apenas um longa que repete várias situações numa tentativa de deixar a mensagem clara: “Devemos ter fé em nós mesmos” e “temos de ver além das aparências.” Mas não precisava ser tão explícito. O filme é redundante e didático a ponto de ficar chato.

    A impressão é que foi milimetricamente pensado para ser um daqueles filmes que faz você refletir sobre a sua vida e as pessoas com que se relaciona ou relacionou, mas soa muito fake. Talvez por que os grandes filmes que atingem esse patamar lidem com sentimentos universais, daqueles que fogem da racionalização do diretor e do expectador.