cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    A MORTE E VIDA DE CHARLIE

    Melodramático, filme com Zac Efron é dispensável para quem quer algo mais elaborado.<br />
    Por Celso Sabadin
    17/01/2011

    Após trabalhar como ator (sem grande destaque) nos anos 90, Burr Steers realizou uma promissora estreia como roteirista e diretor no talentoso e premiado A Estranha Família de Igby, em 2002. Com Zac Efron, o astro de High School Musical, no papel principal, Steers dirigiu 17 Outra Vez, em 2009, com resultados até que satisfatórios. Agora, a dupla Steers/Efron novamente se reúne em A Morte e Vida de Charlie, drama romântico espiritualista que visa alavancar a carreira de Efron, tentando tirar-lhe a pecha de “ator adolescente bonitinho”.

    A partir do livro de Ben Sherwood, o roteiro de Lewis Colick (de O Céu de Outubro) e Craig Pearce (de Moulin Rouge – O Amor em Vermelho) conta a história de Charlie (Efron), rapaz com grande talento para esportes náuticos que mora numa cidadezinha paradisíasca na costa oeste americana. Tudo está pronto para o seu sucesso pessoal e esportivo, quando um acidente mata seu irmão mais novo, Sam (Charlie Tahan, de Eu Sou a Lenda). Sentindo-se culpado, Charlie se propõe a cumprir uma promessa feita antes da tragédia: a de se encontrar com o irmão todo final de tarde, para treinar beisebol. O que a princípio pode parecer delírio e perturbação de fato acontece: o irmão morto realmente aparece todos os dias para cobrar a promessa. Porém, ambos precisam se libertar deste macabro compromisso.

    Coincidência ou não, tem sido forte a tendência cinematográfica recente de abordar a vida após a morte. Se Nosso Lar foi catequético e Além da Vida foi pungente, só para citar dois exemplos recentes, pode-se dizer que A Morte e Vida de Charlie é melodramático. Para o bem e para o mal. Mão pesada, o diretor Steers abusa nas cores e no açúcar. Música exagerada, crepúsculos em profusão e sentimentos rasgados tornam o filme agradável para os fãs de um bom folhetim, e dispensável para quem prefere sutilezas ou uma linguagem cinematográfica mais elaborada.

    Formal e tecnicamente, não faz feio. Artisticamente, faz.