cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    A MULHER DE PRETO 2: O ANJO DA MORTE

    Roteiro preguiçoso elimina sustos e destrói boa proposta
    Por Gustavo Assumpção
    27/01/2015

    A banalidade dos últimos representantes do gênero mostra que os admiradores dos filmes de terror estão órfãos. Pense bem: qual foi o último filme realmente assustador que você assistiu nos últimos meses? Depois dos previsíveis Annabelle e Ouija - O Jogo Dos Espíritos, agora é a vez de A Mulher De Preto 2: O Anjo Da Morte repetir o mesmo roteiro burocrático e repleto de clichês que tanto evidencia o fraco momento vivido pelo estilo.

    A ambientação de O Anjo da Morte remete ao período mais sangrento da Segunda Guerra Mundial, época em que Londres quase cedeu ao domínio nazista. O filme começa quando as professoras Eve (Phoebe Fox) e Jean (Helen McCrory) fogem com um grupo de crianças órfãs para uma mansão no meio da floresta - sim, é lá que está aprisionado o mesmo espírito que estrelou A Mulher De Preto.

    Antes de cair no mero clichê, o filme dá sinais de que iria além. Há, em seu início, um retrato cuidadoso dos personagens, construíndo uma relação de antagonismo entre as duas protagonistas que parece promissora. Há também um belo trabalho de construção de época, um cuidado elogiável com os figurinhos e a adoção de uma fotografia sombria e adequada ao gênero.

    Os acertos param por aí. Ao invés de utilizar tal ambientação para fugir dos caminhos fáceis do gênero, o diretor Tom Harper preferiu seguir exatamente o oposto, repetindo tudo o que já vimos em outros filmes de terror. Está aqui, certamente, um filme que pode ser digerido facilmente pelas grandes plateias, mas é previsível demais para aqueles que ousarem pensar um pouquinho.

    Parte do fracasso, porém, deve ir ao roteirita Jon Croker que não soube dosar drama e horror, base sobre as quais constrói sua narrativa. O Anjo Da Morte nunca é tocante o suficiente para emocionar e nem impactante o suficiente para causar sustos. O resultado é um filme que se perde em suas deficiências e se torna facilmente esquecível

    Sem respeito mínimo ao espectador, os dez minutos finais são uma tortura. Um final melancólico certamente não é o que esperamos de um filme de terror.