Pôster de A Mumia

A MÚMIA

(The Mummy)

2017 , 110 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 08/06/2017

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Alex Kurtzman

    Equipe técnica

    Roteiro: Jon Spaihts

    Produção: Alex Kurtzman, Chris Morgan, Roberto Orci, Sean Daniel

    Fotografia: Ben Seresin

    Trilha Sonora: Paul Hirsch

    Estúdio: K/O Paper Products, Sean Daniel Company, Universal Pictures

    Montador: Andrew Mondshein, Gina Hirsch, Paul Hirsch

    Elenco

    Annabelle Wallis, Courtney B. Vance, Jake Johnson, James Arama, Marwan Kenzari, Matthew Wilkas, Russell Crowe, Sofia Boutella, Stephen Thompson, Tom Cruise

  • Crítica

    08/06/2017 12h16

    Por Daniel Reininger

    Múmia é um daqueles monstros clássicos capazes de garantir diversão sem muito esforço, até por isso foi o escolhido para abrir o Dark Universe, que fará com os seres clássicos da Universal o que a DC e a Marvel fazem com heróis.

    Para essa grande abertura, Tom Cruise foi contratado para o papel do soldado Nick, assim como a boa Sofia Boutella (Star Trek: Sem Fronteiras), para viver a egípcia que volta à vida séculos depois para se vingar. Tudo parecia apontar para um divertido filme pipoca, com sustos, ação e sem muito espaço para errar. Por incrível que pareça, não é bem esse o caso e o resultado é um filme cansativo, no qual pouco realmente se salva.

    A premissa é interessante ao mostrar um moralmente questionável soldado americano que descobre a tumba por acidente e, sem pensar muito, liberta um mal antigo: A Princesa Ahmanet (Sofia Boutella), que pretende trazer o deus da morte Set ao mundo. Paralelamente, temos uma arqueóloga com motivações secretas (Annabelle Wallis) e o líder de um grupo que tenta proteger o mundo contra os monstros (Russell Crowe). Diversas subtramas rolam ao mesmo tempo, mas sem nunca serem realmente aprofundadas.

    A pressão de criar a base para um universo expandido é o grande problema aqui. Nenhum personagem ou trama é bem desenvolvido porque é preciso mostrar elementos demais para criar ligações que, por enquanto, são desnecessárias e só farão sentido conforme outros filmes forem lançados. Incrível como os estúdios não entenderam que com a Marvel deu certo exatamente por desenvolver cada filme independentemente antes de uni-los.

    O personagem de Cruise, Nick, é o explorador genérico, canastrão, mas bondoso. Só que essa mudança deveria ser algo gradual e do jeito que foi mostrada fica difícil entender as motivações do personagem. Pior ainda é a personagem de Annabelle Wallis, que encarna o papel de mocinha em perigo incapaz de se defender ou de fazer qualquer coisa minimamente útil sem ajuda do seu "herói", Tom Cruise. Esse tipo de clichê já deu e tão perto de Mulher-maravilha isso fica ainda pior.

    É interessante como o Dark Universe reimagina o Dr. Henry Jekyll, de o médico e o Monstro, como um homem tocado pela escuridão, mas que luta contra ela diariamente, mas não existe tempo para desenvolver o personagem e, pior, o filme entrega, sem mais nem menos, a identidade demoníaca do personagem de Russel Crowe numa cena desnecessária. Seria tão melhor se o longa apenas deixasse no ar quem ele é e a transformação ficasse para o futuro.

    E a Múmia? Pois é fácil esquecer que esse é um filme dela e não de Tom Cruise, de tanto que é deixada de lado na história. A introdução da personagem é realmente boa, mas quando ela volta à vida toda a graça se perde. A inexplicável obsessão de Ahmanet pelo protagonista faz as coisas ficarem ainda piores. É difícil simpatizar com sua sede de vingança e nunca, absolutamente nunca, sentimos que o mundo ou pelo menos os personagens principais estão em perigo por causa de seu retorno. É um vilão raso e simplório que só gosta de fazer o mal sem uma razão clara.

    Sem falar que a correria é tanta que o filme se torna cansativo rapidamente e nunca existe um tempo de respiro para conhecermos os personagens. É tudo frenético para esconder o roteiro fraco. Pelo menos visualmente o filme tem um ar sombrio interessante e uma cena numa catedral gótica é um dos melhores momentos do filme. Além disso, os efeitos e trilha estão dentro do esperado.

    A Múmia é um filme genérico com alguns bons momentos, principalmente quando foca no horror e no ar gótico desse universo sombrio. Ao menos, o filme cumpre seu papel de gerar curiosidade sobre os próximos filmes dessa, apesar dos muitos erros dessa primeira tentativa.



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