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    A PASSAGEM

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    A assinatura de alguns diretores costuma ser um atestado de qualidade. O "carimbo" de Marc Foster é um deles, especialmente depois que dirigiu filmes como A Última Ceia (2001) e Em Busca da Terra do Nunca (2004). Em A Passagem, sua mão na condução de um longa continua firme, cada vez mais desenvolvida em relação aos trabalhos anteriores. No entanto, algo que incomoda neste filme de uma forma quase imperdoável é o final, cujo segredo não posso contar - óbvio. De qualquer forma, trata-se de uma produção que merece ser conferida exatamente pelo jogo visual criado pelo diretor, no qual cada frame dá dicas, digamos, do que está se passando.

    Aqui, Henry (Ryan Gosling) é um jovem estudante de artes que está em crise. Tendo seu suicídio metodicamente datado e planejado em sua mente, ele é um desafio para o psiquiatra Sam (Ewan McGregor), que assumiu o caso do rapaz após a estafa mental de sua psiquiatra anterior. Enquanto tenta impedir que Henry cometa o suicídio, Sam tem de lidar com seus próprios problemas. Especialmente porque o caso se parece muito com o de sua mulher, Lila (Naomi Watts), ex-paciente que também tinha idéias suicidas. Aos poucos, o protagonista é levado por Henry a entrar cada vez mais nos cantos obscuros da própria mente.

    Por meio de cenários belíssimos, futuristas, onde prevalece uma composição de formas duras e geométricas, Foster conta uma história que em muitas vezes lembra Clube da Luta (1999). Mas somente lembra: o desfecho não tem nada a ver. Além disso, o elenco de A Passagem é reconhecidamente talentoso e, conduzido pela mão de Foster, tem seu potencial multiplicado. Destaque para Ryan Gosling, um dos atores mais talentosos de sua geração.

    Mas, mais do que aguardar uma surpresa no final, caro leitor, aprecie a composição das cenas. Enquanto a história está acontecendo na superfície, apreciamos, também, a forma como a câmera acompanha os personagens e como o que está ao redor remete ao final.