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    A PEDRA MÁGICA

    O filme não traz muitas novidades no gênero, principalmente por ter como base um argumento fraco
    Por Angélica Bito
    26/08/2009

    Em 2001, o diretor Robert Rodriguez (Planeta Terror) resolveu investir num gênero que segue numa via completamente diferente do restante de sua filmografia: o infantil. Pequenos Espiões rendeu US$ 147 milhões mundialmente e três continuações. Rodriguez seguiu investindo no gênero em As Aventuras de Shark Boy e Lava Girl em 3-D (2005), que não foi tão bem nas bilheterias quanto a primeira trilogia infantil de Rodriguez, assim como sua nova incursão no gênero, A Pedra Mágica, que estreou nos EUA faturando US$ 6 milhões no primeiro fim de semana – valor baixo, em se tratando de uma produção infantil.

    O interesse do diretor ao gênero veio dos filhos – três deles, Rocket, Racer e Rebel Rodriguez, estão no elenco de A Pedra Mágica, aliás -; o diretor queria também dialogar com a geração deles. Este novo filme segue sendo para os pré-adolescentes, que podem se empolgar com os efeitos especiais e com a linguagem bem típica. E Rodriguez sabe como falar com esse público. A premissa é clichê: menino descobre um objeto capaz de transformar o desejo do possuidor em realidade, o que causa enormes problemas a todos ao seu redor. As consequências do aparecimento desse objeto também.

    Quem narra a história é Toco (Bennett), um dos meninos que põe a mão a tal pedra que dá nome à aventura, o que dá à narrativa um tom entrecortado por comentários, separada por capítulos. Mas o filme vale principalmente pelos efeitos especiais bastante caprichados. Além disso, o visual colorido e a boa atuação do elenco infantil – encabeçado por Jimmy Bennett, que viveu o jovem Kirk em Star Trek, e a excelente Jolie Vanier, que vive a vilã mirim Helvetica – também ajudam a conquistar o espectador.

    Embora tenha visual e tom de narrativa acertados, A Pedra Mágica não traz muitas novidades no gênero, principalmente por ter como base um argumento fraco, já batido, o que é uma pena, já que Rodriguez tem a capacidade de dialogar com a faixa etária do público ao qual pretende atingir, questão mais complicada quando se aventura em produções do gênero.