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    A SAGA CREPÚSCULO: LUA NOVA

    A sensação é que essa história de amor, além de impossível, anda redundante demais
    Por Angélica Bito
    19/11/2009

    Quando Crepúsculo foi lançado, em 2008, levava a fama por ser adaptação de um bem-vendido livro escrito por Stephenie Meyer. O público que, a princípio, ficaria interessado pelo filme, de produção independente, era restrito. Mas algo aconteceu. Como histórias de amor impossíveis tentem a agradar os espectadores, o romance da adolescente que se apaixona por um vampiro custou US$ 37 milhões para ser feito e faturou US$ 383 milhões ao redor do planeta. Ou seja: surpreendeu nas bilheterias e virou sinônimo de fenômeno.

    Lembro de ter assistido a Crepúsculo, em 2008, numa das muitas exibições para a imprensa que a distribuidora brasileira fez. Já A Saga Crepúsculo: Lua Nova chega cercado de expectativas, vindas da Summit Entertainment, produtora do longa, e dos próprios espectadores. Se assisti ao primeiro filme numa pequena sala de cinema pra exibições privadas, a sessão da continuação foi para poucos membros da imprensa, que assistiram ao longa numa sala de cinema comercial ao lado de centenas de espectadores ansiosos e adolescentes que não titubeavam em gritar a cada momento em que Robert Pattinson aparecia na tela. Essa comparação é uma ponta do iceberg que carrega o fenômeno A Saga Crepúsculo.

    Chris Weitz (A Bússola de Ouro) assume a tarefa de dirigir este novo capítulo do romance, que começa quando a adolescente Bella (Kristen Stewart) se muda para Forks, uma cidade fria e úmida em Washington, nos EUA. O difícil romance com o vampiro Edward (Robert Pattinson), iniciado no primeiro filme, segue firme, até que um incidente na casa dos Cullen no aniversário de 18 anos da protagonista faz com que o vampiro passe a temer pela vida de sua amada. A trama traça diversos paralelos com a mais tradicional história de trágicos amores jovens, Romeu e Julieta. Especialmente nos momentos em que tanto Bella quando Edward consideram a morte como escape para uma situação de difícil resolução: o fim do romance. Bella fica deprimida por meses, mas encontra em seu vizinho indígena Jacob (Taylor Lautner) um conforto.

    A Saga Crepúsculo: Lua Nova coloca em primeiro plano Jacob, personagem que apareceu pouco no primeiro filme. Além disso, apresenta outras criaturas fantásticas que vivem nas florestas de Forks, os lobisomens. E, claro, Bella, como bom pára-raios de seres esquisitos, fica no meio de uma antiga disputa entre essas figuras lendárias que habitam a cidade. O segundo filme da série traz algumas piadas engraçadinhas – e considere o fato de Edward se isolar ao lado do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, uma piada quase exclusiva para os espectadores brasileiros -, no máximo, mas não traz o mesmo frescor que o primeiro filme. A direção de arte não muda muito, explorando mais as locações naturais.

    O roteiro gira o tempo todo em torno da miséria que é experimentar um amor impossível. Os personagens sofrem até não poderem mais. O que não é o pior no filme, perceba, mas sim a falta de ritmo. Sim, as meninas vão suspirar com Pattinson e com Lautner (este último, num clima de novela do Carlos Lombardi – ou seja, sem camisa – quase o tempo todo). Algumas podem suspirar com os clichês românticos declarados por Edward. Mas a inserção de um novo elemento no romance a fim de criar conflito não adianta. O final é óbvio, já que a ideia não é decepcionar os fãs da franquia, mas, ao final das mais de duas horas de projeção, a sensação é que essa história de amor, além de impossível, anda redundante demais.