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    A SÉRIE DIVERGENTE - CONVERGENTE

    Filme mantém mesma pegada dos anteriores, mas não empolga
    Por Iara Vasconcelos
    09/03/2016

    Distopias adolescentes são como uma mina de ouro para Hollywood, por isso não é de se estranhar que quase todas elas sigam a mesma fórmula. Funcionam mais ou menos assim: Um grupo de jovens possui uma característica especial, que os concede uma liderança nata e coragem além da conta para enfrentarem organizações antagonistas que querem os domar e destruir. Foi assim com Maze Runner, Jogos Vorazes, A Quinta Onda e é o que acontece também na saga Divergente.

    Convergente, o terceiro filme da franquia, acompanha Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Peter (Miles Teller) e Christina (Zoe Kravitz). Dessa vez, os jovens tentam escapar para além do misterioso muro que circunda a cidade futurista de Chicago para fugir de sua opressora sociedade.

    Lá, descobrem um cenário completamente destruído, coberto por uma estranha lama vermelha. Próximo dali também há uma cidade altamente desenvolvida, habitada por sobreviventes que são usados como cobaias de uma organização que pretende reunir todas as pessoas com código genético puro e, coincidente, Tris é uma delas. Nada novo.

    Eles são convencidos pelo vilão David (Jeff Daniels) de que o projeto será benéfico a todos, entretanto, Quatro percebe que o líder da organização tem um interesse em especial por sua amada, mas Tris parece cada vez mais investida no projeto, apesar de toda a história não parecer boa coisa.

    Novamente, o romance entre os personagens ganha mais espaço do que deveria, algo que Divergente faz pior do que o costume. Ao menos, o filme acerta ao explorar o clima de tensão dentro do grupo de Tris, um elemento que nasce naturalmente e até funciona.

    Na verdade, entre as franquias adolescentes a aventura de Tris é a mais fraca, pelo menos no cinema. Poucas coisas fazem sentido, os personagens são fracos, a mistureba de gêneros incomoda e o sistema da sociedade não faz sentido, quando analisado friamente. Os elementos desse mundo que conhecemos quando os protagonistas vão além da muralha reforçam ainda mais essa questão.

    E para variar, o visual de Convergente não chega a ser extraordinário e fica abaixo até mesmo do "rival" Maze Runner. As tecnologias apresentadas não são tão originais assim, a fotografia é batida, o CGI é muito óbvio e a direção de arte não está nem perto de ser original, mas essas são questão antigas da franquia já.

    Outro problema do filme é a atuação caricata de Jeff Daniels (A Rosa Púrpura Do Cairo), que é um vilão muito inferior a Kate Winslet em Insurgente. Aliás, o elenco todo parece pouco inspirado na sequência.

    Como esperado, Convergente traz mais do mesmo. Claro que, para quem já é fã, o longa deve agradar, afinal não abandona os elementos que fizeram da saga um sucesso, especialmente como livro, apesar dos elementos dispensáveis como o romance dos protagonistas.