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    A TERCEIRA MORTE DE JOAQUIM BOLÍVAR

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Ultimamente tem se reclamado a respeito da falta de final de alguns filmes brasileiros, que estariam terminando meio que ¨de repente¨, deixando o público com ar atônito. Casos de Através da Janela, Oriundi e Paixão Perdida, para citar três exemplos. Pelo menos neste aspecto, ninguém vai poder reclamar de A Terceira Morte de Joaquim Bolívar. O filme não tem apenas um, mas três finais bem definidos!
    Isto porque o roteiro desenvolve três “Joaquins Bolívares” que vivem – e morrem - em três épocas diferentes. O primeiro, comunista, é assassinado pela ditadura militar no golpe de 64. O segundo, ambientalista, se deixa morrer pela força do progresso destruidor, em 1979. E o terceiro, homem da política, tem a pior “morte” de todas: a desilusão, a falta de ideologia.
    Não se trata, porém, de um filme espiritualista ou coisa parecida. O diretor Flávio Cândido parece querer na realidade mostrar as situações de extrema injustiça que se repetem constantemente em nosso país, num interminável círculo vicioso. Tanto que os personagens jamais envelhecem durante a trama, numa licença poética que pode dar margem a várias interpretações.
    Existem, sim, momentos de muita ingenuidade no filme. Como, por exemplo, o close da bandeira brasileira ao som, justamente, do Hino da Bandeira. Mas são tropeços compreensíveis para um diretor estreante no longa-metragem, e que mostra sinais de um talento que pode desabrochar em seus próximos trabalhos.
    A Terceira Morte de Joaquim Bolivar, no mínimo, faz pensar, o que por si só já é bastante positivo.