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    A ÚLTIMA CASA

    Irregular, mas tem qualidades que podem atrair aos admiradores do gênero de terror.<br />
    Por Angélica Bito
    22/10/2009

    Refilmagens são cada vez mais comuns no cinema norte-americano. Especialmente de filmes de terror. Para ser mais específica ainda, de filmes de terror pouco vistos, mas cultuados. É este o caso de A Última Casa, nova versão de Aniversário Macabro. Dirigido e escrito pelo mestre do terror Wes Craven em 1972, o longa original é refilmado com produção do próprio Craven e chega no Brasil diretamente em DVD, embora tenha feito uma boa bilheteria nos cinemas estrangeiros (mundialmente, faturou US$ 44 milhões, o que é uma cifra considerável em se tratando de uma produção de terror).

    O argumento de A Última Casa lembra muito Violência Gratuíta, de Michael Haneke: família feliz viaja para uma casa no campo a fim de passar uma temporada de pura tranqüilidade, mas é atrapalhada pela presença de malucos violentos. Mas os Collingwood – o marido, John (Tony Goldwyn), a esposa Emma (Monica Potter) e a filha adolescente Mari (Sara Paxton) – tem um elemento do passado que os faz traumatizados e, por isso, um tanto quanto preocupados. Quando Mari resolve passear de noite com a amiga local Paige (Martha MacIsaac, a Becca de Superbad – É Hoje), o casal fica ressabiado. Mal sabe o terror que os aguarda quando seus caminhos cruzam os da gangue liderada por Krug (Garret Dillahunt).

    A Última Casa tem cenas de extrema violência, o que agrada aos fãs do terror. O clima de suspense é bem construído pelo diretor Dennis Iliadis (escolhido para este trabalho pelo estúdio dentre outros 100 candidatos), que é capaz de lidar de uma forma mais perturbadora ainda com a já incômoda violência do filme. Além disso, a reviravolta que o roteiro guarda na medida em que caminha para a conclusão é interessante. Mas a cena final, em particular, é tão absurda que acaba depondo contra todo o restante do filme. As cenas noturnas têm fotografia escura demais e algumas cenas não são claramente vistas. O que não contribui para a narrativa – como ocorre em O Massacre da Serra Elétrica, por exemplo -, somente atrapalha o espectador. Trata-se de um filme irregular, com seus defeitos, mas também qualidades, como o clima de suspense já citado e as atuações dos protagonistas.