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    A VIDA SECRETA DAS ABELHAS

    <p>Pra quem gosta de mel, &eacute; um pote cheio.</p>
    Por Celso Sabadin
    05/08/2009

    Vale por um exame de glicemia: se você acha que pode estar com as taxas de açúcar de seu sangue alteradas, economize seu tempo. Não é necessário ir ao médico, nem fazer exames laboratoriais: basta ver A Vida Secreta das Abelhas. Se até o final da sessão você tiver sobrevivido, sinal que está tudo bem com sua saúde. Caso contrário...

    O filme – sem trocadilhos com o título – é um mel só. Adocicado, melado, grudento. Claro, há quem goste muito, mas é perigoso para o colesterol. A trama é ambientada no Sul dos EUA, em 1964, local e época de intenso racismo naquele país. É neste cenário que a adolescente Lily (Dakota Fanning, firmando-se bem como atriz) sofre duplamente em sua vida: primeiro porque seu pai (Paul Bettany) é um brutamontes insensível. E segundo porque, aos quatro anos, a própria Lily matou sua mãe. Inadvertidamente, é verdade, mas ela é obrigada a conviver com este terrível peso. Até o momento em que, não suportando a pressão, ela resolve fugir de casa em companhia de Rosaleen (Jennifer Hudson), empregada negra vítima de vários abusos raciais. Ambas acabam encontrando guarida numa fazenda de abelhas comandada por três irmãs.

    E a partir daí o roteiro de Gina Prince-Bythewood (também diretora do filme), escrito a partir do romance de Sue Monk Kidd, vai destilando fortes doses de açúcar e mel em torno de situações melodramáticas pouco verossímeis. Mesmo assim, Vida Secreta das Abelhas já coleciona dez prêmios e 14 indicações em eventos internacionais, além de uma respeitável bilheteria de quase US$ 38 milhões, mais do que o triplo de seus custos.

    Pra quem gosta de mel, é um pote cheio.