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    AH... O AMOR

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    Por Celso Sabadin
    07/01/2010

    Seis casais apaixonados, de diferentes idades, fazem eternas juras de amor. Passado algum tempo, eles vão perceber que manter estas promessas não será nada fácil. Na medida em que o filme se desenrola, percebe-se que há vários pontos em comum - parentescos, amizades, inimizades, profissões, coincidências -, que de uma forma ou de outra conectam estas 12 pessoas de maneira mais ou menos intensa. Não, não espere nada no estilo refinado de Robert Altman, mestre em contar cinematograficamente pequenas histórias entrelaçadas. Ah... O Amor tende mais para o televisivo, para a busca do grande público, deixando de lado as sutilezas que geralmente são mais intrínsecas da tela grande.

    Neste seu terceiro longa (o primeiro a ser exibido comercialmente no Brasil), o diretor Fausto Brizzi dá preferência aos closes, ao excesso de diálogos, à trilha sonora igualmente excessiva, às filmagens em ambientes internos (verdadeiro pecado para um filme passado em Roma), enfim, ao entendimento rápido e rasteiro com a plateia.

    Por outro lado, o roteiro - aberta e assumidamente otimista e romântico - traz histórias interessantes e elementos que poderiam ter rendido uma boa comédia romântica. Há o casal em processo de divórcio que luta na Justiça para não ter a guarda dos filhos, o recém-viúvo cinquentão que tem sua vida mudada pelas filhas adolescentes, a noiva que percebe que o padre que a casará foi um inesquecível ex-namorado, o jovem casal separado por uma oportunidade profissional, enfim, subtramas agridoces, cômicas e trágicas que mereceriam um filme melhor, nas mãos de um diretor de mão menos pesada.

    Ainda assim, Ah... O Amor obteve nove indicações ao David di Donatello 2009, o prêmio máximo do cinema italiano. A safra deste ano não deve ter sido das melhores.