cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    ALIANÇA DO CRIME

    Johnny Depp vive gângster real em atuação memorável
    Por Edu Fernandes
    12/11/2015

    O ator Johnny Depp (Mortdecai: A Arte Da Trapaça) tem uma invejável galeria de personagens marcantes em sua carreira. Com Aliança Do Crime, o criminoso real James 'Whitey' Bulger se junta à lista que já contém Edward Mãos de Tesoura e Capitão Jack Sparrow, entre outros.

    No longa, Depp retrata o líder do mundo do crime na Boston dos anos 1970 e 1980. Bulger conseguiu construir uma carreira tão longeva em um ramo tão perecível porque teve o apoio do próprio FBI. Dentro da instituição estava o agente John Connolly (Joel Edgerton, de Êxodo: Deuses E Reis), amigo de infância do criminoso que blindava Whitey e o "promoveu" a informante. Na realidade, sua cooperação não era de muita ajuda para realizar prisões.

    Depp já tem experiência na pele de um gângster real, como demonstrou em Inimigos Públicos (2009), um dos personagens mais comuns em seu currículo. Por outro lado, Bulger é um papel como Johnny gosta, um homem de visual memorável com seus olhos azuis, pele pálida e cabelos brancos. O criminoso presenteia seu intérprete com momentos explosivos, outros malévolos e algumas oportunidades de fazer um bom jogo de cena com seus colegas de elenco.

    Os ex-parceiros do homem real ajudaram o ator na preparação para o filme e aprovaram completamente o resultado. Esse é um dos motivos pelos quais Depp está cotado para sua quarta indicação ao Oscar, com boas chances de finalmente conquistar a estatueta. Sua última indicação também foi por um protagonista sanguinário, em Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco Da Rua Fleet (2007).

    O roteiro de Aliança do Crime se estrutura em torno dos depoimentos de delação premiada dos comparsas de Bulger. A tática poderia render um excesso de narrativas, mas a edição de David Rosenbloom (Transcendente: A Revolução) deixa de lado a locução dos personagens para entregar a trama apenas pelo visual. As cenas dos depoimentos introduzem um novo palestrante, mas sua voz não é ouvida depois que se retorna para a jornada do personagem principal, o que também evita que haja redundância entre o discurso e as imagens.

    O enredo se estende por anos e retrata muitas mortes, o que gera uma quantidade considerável de personagens secundários. Para esses postos, muitos rostos famosos foram escalados, o que gera um elenco e peso.

    No começo do filme, Whitey é casado com Lindsey (Dakota Johnson, de Cinquenta Tons de Cinza) e tem uma vida que se opõe à carreira política de seu irmão (Benedict Cumberbatch, de O Jogo da Imitação). No desenrolar dos fatos, vemos novos investigadores (como Kevin Bacon, de R.I.P.D. – Agentes do Além) na caça do protagonista, aliados (Peter Sarsgaard, de Blue Jasmine), e uma boa gama de figuras conhecidas.

    Mesmo com muitos personagens e narradores, um dos méritos do longa é conseguir se fazer entender. Outro elogio é se assemelhar com Os Infiltrados (2006), com tema e cenário parecidos, mas em um período anterior. Outra similaridade entre os longas está no tom, com bastante violência e um bocado de palavrões, ingredientes que filmes de gângsteres pedem.