Cena Alien: Covenant

ALIEN: COVENANT

(Alien: Covenant)

2017 , 122 MIN.

16 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 11/05/2017

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ridley Scott

    Equipe técnica

    Roteiro: Jack Paglen, Michael Green

    Produção: David Giler, Mark Huffam, Michael Schaefer, Ridley Scott, Walter Hill

    Fotografia: Dariusz Wolski

    Trilha Sonora: Jed Kurzel

    Estúdio: Brandywine Productions, Scott Free Productions, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Montador: Pietro Scalia

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Amy Seimetz, Benjamin Rigby, Billy Crudup, Callie Hernandez, Carmen Ejogo, Danny McBride, Demián Bichir, Goran D. Kleut, Guy Pearce, James Franco, Jussie Smollett, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Uli Latukefu

  • Crítica

    07/05/2017 01h01

    Por Daniel Reininger

    Prometheus focou em mostrar a origem dos Xenomorfos, seres que aterrorizam a todos na franquia Alien, e contou a história de uma raça interessada em criar vida na galáxia, mas que cometeu erros imperdoáveis. Alien: Covenant continua essa história, ao mostrar onde o sintético David (Michael Fassbender) foi parar e como ele lida com todo aquele conhecimento em suas mãos.

    A sequência de Prometheus, e prólogo do clássico Alien - O Oitavo Passageiro, é um bom filme, em muitos aspectos melhor do que o anterior, mas ainda incapaz de recriar por completo todo o terror e a tensão do original lançado em 79. Não que o novo longa não gere tensão, gera, mas falta um pouco de originalidade na história e nas situações apresentadas para a produção empolgar realmente do começo ao fim.

    Ao acompanhar uma nave de colonização, o longa cria uma urgência interessante para a narrativa. Não só a vida da tripulação está em jogo dessa vez, mas também de outros dois mil colonos e, indiretamente, o futuro da humanidade. Esse fator aumenta ainda mais a pressão dos protagonistas em sua missão para impedir que o Alien domine a nave, afinal ele causaria danos muito maiores do que vimos em outros longas da série.

    Apesar disso, a maioria das cenas de suspense e ação acabam sendo previsíveis e o mesmo acontece com o final. Para compensar, dessa vez temos uma tripulação ainda mais humana, pessoas focadas em começar uma vida nova em outro planeta, sem tantos estereótipos e basicamente composta de casais. Daniels (Katherine Waterston) é a estrela da vez, segunda em comando da nave, acaba se tornando a responsável por salvar a todos em uma situação desesperadora, seguindo os passos de Ripley (Sigourney Weaver), personagem difícil de substituir, mas o resultado é positivo.

    Assim como o retorno de David e o encontro com seu irmão, Walter, ambos vividos por Fassbender. O robô apresentado em Prometheus evoluiu, mudou e se tornou ainda mais surpreendente do que no primeiro filme e continua o legado de sintéticos problemáticos da franquia Alien. Walter faz o outro lado, o robô fiel aos humanos que só quer ajudar, como visto em Aliens, O Resgate. Essa relação permite diálogos inspirados entre os dois androides.

    Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) também retorna com uma pequena participação apenas, mas serve para aprofundar o desenvolvimento do personagem de David de uma forma inesperada. Na verdade, mais do que sustos ou terror, o filme se destaca com Fassbender em dois personagens cativantes e na força de Katherine Waterston como Daniels.

    Visualmente, o filme só merece elogios. Os cenários são realistas, especialmente as naves com uma pegada hard sci-fi tão presente na franquia desde seu primórdio. As ambientações alienígenas dão arrepios, o CGI é convincente e o Xenomorfo está ainda mais ágil e pronto para aterrorizar a humanidade, como esperado.

    Alien: Covenant é uma boa adição à franquia criada por Ridley Scott, mas está longe de superar o filme original e muitas vezes soa genérico ou até como uma tentativa de reproduzir elementos de sucesso da franquia de forma quase artificial. Dito isso, o longa é uma boa evolução em termos narrativos em relação a Prometheus e é capaz de gerar curiosidade sobre o futuro e como exatamente os eventos desse filme se conectam ao clássico de 79.



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