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    ALVIN E OS ESQUILOS: NA ESTRADA

    Em quarta aventura, franquia reencontra ternura
    Por Edu Fernandes
    23/12/2015

    Depois de Alvin E Os Esquilos (2007), as sequências não conseguiram manter o nível e novos filmes fracos foram entregues no decorrer dos anos. Prova disso é que Alvin E Os Esquilos 2 (2009) e Alvin E Os Esquilos 3 (2011) sequer ganharam lançamento nos cinemas nos Estados Unidos. Essa sina foi revertida com Alvin E Os Esquilos: Na Estrada, que voltou ao circuito exibidor na América do Norte.

    Uma solução para reencontrar a magia foi concentrar a história do novo filme em Alvin e seus irmãos, enquanto as Esquiletes se ausentam para serem juradas do reality American Idol. Os problemas dos personagens começam por causa do namoro de Dave (Jason Lee, de Tudo Para Ficar Com Ela) com a médica Samantha (Kimberly Williams-Paisley, de Somos Marshall). Os bichanos aprovam a parceria, mas o filho dela (Josh Green) é um capeta em forma de guri. Os esquilos temem uma vida de eterno bullying ao lado de Miles.

    Dave vai viajar com a amada para Miami e seus filhos encontram um anel de noivado na bagagem dele. O plano do casal é deixar os futuros irmãos juntos, o que causa uma boa dose de confusão. Depois das rusgas iniciais, o rapaz e os felpudos forjam uma aliança: irão deixar as diferenças de lado e seguirão para Miami com a intenção de impedir o pedido de casamento.

    Quem já assistiu a alguns filmes infantis sabe que a viagem será a oportunidade para transformar inimigos em amigos, mas vale a pena embarcar na inocência do roteiro. Além do medo do casamento entre Dave e Samantha, outra figura entra em cena para unir ainda mais os protagonistas: o agente Suggs (Tony Hale, de American Ultra: Armados E Alucinados), que assume o posto de vilão que até o momento era monopolizado por Ian na franquia.

    A primeira ideia dos personagens é pegar um voo de Los Angeles a Miami, mas os esquilos arrumam confusão dentro do avião, em mais um momento que testa a paciência dos espectadores mais velhos. Assim, são banidos do espaço aéreo e o quarteto precisa seguir viagem pelo solo, ao mesmo tempo em que fogem do agente. Suggs é muito comprometido com sua profissão e quer prender os esquilos, além da motivação de uma vingança pessoal.

    Essa premissa de road movie permite que o roteiro faça paradas estratégicas, como na animada Nova Orleans. Nesses momentos, criam-se cenas que funcionam como esquetes inocentes, com piadas e situações cômicas que cairão nas graças do público infantil.

    A estrutura do roteiro também abre espaço para os números musicais com canções populares, uma marca registrada da série. Nessa produção, há desde o sucesso pop recente de Bruno Mars até clássicos de Gloria Stefan, com a voz característica dos esquilos, claro. Miles toca violão nesses números, o que funciona com mais um elemento de ligação do jovem com seus futuros irmãos.

    Assim, com novos fatores para dinamizar e o resgate de algumas tradições para fidelizar, Alvin e os Esquilos: Na Estrada joga para cima o nível da franquia. Normalmente, esse aprimoramento motiva a realização de novas sequências, mas nesse caso poderia ser uma boa chance de terminar a série no alto.