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    AMOR EM PEDAÇOS (2011)

    A trama é bem contadinha e cheia de truques para colocá-la numa linguagem atual, moderna e pertinente <br />
    Por Antoniela Canto
    30/07/2012

    A produção espanhola Amor em Pedaços tem um tagline incrível: “13 meses. 13 diretores. Uma história de amor”. Uma ótima ideia fazer com que cada um desses 13 diretores (alunos do último ano da Escola de Cinema da Cataluña) pudesse escrever e dirigir uma parte do filme para, ao final, somá-las e contar toda a história.

    Bem recebido no Festival de San Sebastian de 2011, Amor em Pedaços é levado em ritmo de “sessão da tarde” moderna ao contar a história de Sun e Lucas, dois estudantes que vão passar um ano em Barcelona e disputam a vaga de um quarto para alugar.

    Sun é o retrato típico da garota independente, decidida, moderna e pronta para qualquer balada, defendendo-se a todo custo de seu romantismo. Lucas é o oposto: um menino tímido, de poucos amigos, meio desajeitado, bom caráter e sem malícia para o amor.

    Os dois se estranham ao se conhecerem, mas, logo depois, e conforme todos poderiam esperar, se apaixonam. Um amor que já chega com prazo de validade: em um ano cada um volta para sua vidinha de antes.

    Filme sobre jovens que vão passar um tempo estudando e curtindo a vida na Europanão são novidade nas telas. O cultuado Albergue Espanhol, de 2002, foi o último a abordar o tema. Mas, apesar de um enredo “já te vi”, Amor em Pedaços não perde o fio da meada em suas partes: as 13 histórias filmadas separadamente imprimem o estilo de cada diretor sem perder o ritmo nem o entendimento da trama.

    A história é bem contadinha e cheia de truques para colocá-la numa linguagem atual, moderna e pertinente ao mundo jovem, como mostrar uma sequência onde os dois personagens principais conversam via i-chat (uma espécie de Skype), ou marcar situações importantes com letterings engraçadinhos, quebrar a edição, além de mostrar festas com música eletrônica, drogas e bastante sexo. Enfim, recursos utilizados para melhorar a dinâmica do filme e aproximá-lo de seu público.

    Sobre os atores, não há uma química perfeita entre o casal. O que, numa comédia romântica, é um praticamente um crime. Na parte de interpretação, Lucas (Marcel Borràs), em sua atuação contida, convence mais que Sun (Saras Gil), que exagera em busca da verdade de sua personagem.

    A fotografia é honesta e a trilha divertida e eclética, misturando baladas espanholas com Rita Pavone, Benny Benassi e Carla Bruni, por exemplo.

    Certamente o mais legal de Amor em Pedaços foi o desafio de produzi-lo. Se para uma única pessoa é difícil contar uma história em uma hora e meia ou duas, imagine só juntar 13 diretores diferentes, no começo de suas carreiras e com pouca experiência para montarem esse quebra cabeça? Quase impossível de pensar, né? Por isso, nesse sentido, sim, vale a pena prestigiar o filme e montar sua própria versão da trama.