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    AMOR EXTREMO

    Keira Knightley e Sienna Miller tentam domar seus sentimentos e sobreviver aos traumas da guerra<br />
    Por Heitor Augusto
    05/01/2010

    Ah, o amor, aquele sentimento essencial para dar razão ao cotidiano, encontra a atmosfera perfeita em personagens anárquicos que sofrem com as sombras do mundo e abrem suas almas em Amor Extremo.

    Enquanto as bombas da Segunda Guerra Mundial explodem na superfície, um quarteto tenta manter a humanidade, o brilho dos olhos e alegria da vida em abrigos subterrâneos. A guerra chama, mas eles tentam dizer não e manter seus sonhos e amores intensos.

    Lá está o rosto extremamente particular de Keira Knightley, que na pele da cantora Vera esbanja independência. Ao seu lado estão dois homens: o militar cheio de amor William (Cillian Murphy) e o poeta Dylan (Matthew Rhys), cuja anarquia é desconcertante e inclassificável. Na rabeira do poeta surge sua encantadora esposa, Cat (Sienna Miller).

    Esse quarteto guarda sentimentos fortes e não cabe a este texto desvendar o que acontece. Mas, posso garantir: muita coisa acontece. Porém, não esqueçamos, a guerra está lá em cima, na superfície. Mais cedo ou mais tarde ela vai interferir no brilho dos olhos dos personagens do filme.

    E Amor Extremo passa de uma espiral de felicidade promissora à vida possível e sombria. Cada um dos quatro tem de lidar com o que eles controlam (o amor e a amizade) e com o que está longe de sua esfera, a guerra.

    Especialmente a direção de arte e a direção de atores contribuem para um filme de textura encantadora e de atores talentosos (o rosto impenetrável de Cillian Murphy é impagável, assim como o sofrimento iminente da personagem de Sienna Miller).

    É uma pena que Amor Extremo tenha demorado tanto tempo para estrear e, pior, provavelmente vai ficar menos tempo ainda nos cinemas.