cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    'Amor, Sublime Amor' é um dos maiores acertos dessa onda de remakes

    Longa de Steven Spielberg mantém a essência do filme original garantindo nostalgia e emoção nas telonas
    Por Thamires Viana
    08/12/2021 - Atualizado há 7 meses

    Um musical clássico, um cineasta renomado, um elenco talentoso e uma história poderosa. Misture tudo isso e você terá o remake de Amor, Sublime Amor que chega aos cinemas sob o comando de ninguém menos que Steven Spielberg

    A onda de reviver tramas icônicas está a todo vapor já há algum tempo, mas nem sempre somos surpreendidos positivamente ao conferi-los. Porém, essa revitalização do musical de 1961, eternizado pela atuação de Natalie Wood e direção da dupla Robert Wise e Jerome Robbins, chegou para empolgar (e muito) aqueles que amam um bom longa do gênero e também os saudosos de plantão que caem de amores pela primeira versão. 

    Com muita fidelidade, Amor, Sublime Amor conta a história de uma Nova York dos anos 1950 na qual as gangues predominavam nas ruas. O Jets, grupo de jovens americanos, sente-se como o grande dono do lugar. Do outro lado, os Sharks, porto-riquenhos recém chegados à América, tentam conquistar seus espaços na cidade. Entre bailes e guerras declaradas entre esses dois grupos, nasce o grande amor entre Maria (Rachel Zegler) e Tony (Ansel Elgort). 

    Ela é uma jovem de Porto Rico que chegou à Nova York para morar com Bernardo (David Alvarez), seu irmão e líder dos Sharks, e com Anita (Ariana DeBose), sua cunhada. Já Tony, ex-líder do Jets, é um garoto americano que tenta recomeçar sua vida após passar um tempo na prisão e abandonar o comando da gangue.

    Ansel Elgort e Rachel Zegler em cena de 'Amor, Sublime Amor'Reprodução

    Assim como na primeira versão, o novo longa traz essa história de amor como plano de fundo para mostrar, principalmente, como a intolerância e os preconceitos afetam veementemente os convívios sociais. No caso do longa, o foco central é a xenofobia dos americanos contra os imigrantes latinos que convivem no Upper West Side. 

    É possível ver que o roteiro escrito por Tony Kushner inseriu detalhes mais atuais para reafirmar a potência desse remake no século XXI. Uma das cenas que pontua essa pequena — mas significativa — atualização é quando Anita é atacada pelos Jets e conta com o apoio de Velma (Maddie Ziegler) uma jovem americana que tenta defendê-la a todo custo, mostrando que a sororidade feminina neste caso ultrapassou a rivalidade entre elas. 

    Essa fidelidade à história garante uma grande imersão pela década de 1950 e reforça ainda mais o olhar precioso de Spielberg para ingressar em projetos diferentes. Assim como em diversos outros trabalhos, o renomado cineasta tem uma direção segura, pontual e vívida, como é exigido por este musical cheio de espiritualidade. Com atores muito talentosos na jogada, o diretor consegue equilibrar os inesquecíveis números musicais com o drama que cerca essa poderosa história. E tudo isso sem deixar que o ritmo do longa se perca.  

    Cena de 'Amor, Sublime Amor'Reprodução

    Ansel Elgort e Rachel Zegler, jovens atores que dão vida a Tony e Maria, se entregam brilhantemente aos personagens, assim como Natalie Wood e Richard Beymer fizeram em 1961 ao viverem o casal. O ator que brilhou em A Culpa é das Estrelas tem um timing perfeito para o drama e emociona o público em suas cenas mais melancólicas. Já Zegler, que foi a escolhida para viver Branca de Neve no próximo live-action da Disney, entrega uma Maria ainda mais cheia de sonhos e personalidade, além de encantar a todos com uma belíssima voz nas músicas que interpreta. No entanto, é importante ressaltar que com as tramas paralelas do longa, demora um pouco mais para que eles consigam conquistar o público quando contracenam juntos. 

    Um dos maiores destaques de Amor, Sublime Amor se dá pela volta de Rita Moreno, atriz veterana que viveu Anita na primeira versão do clássico. Assumindo agora o papel de Valentina, chefe e conselheira de Tony, a porto-riquenha tem diálogos emocionantes e transmite em seu olhar a felicidade de ingressar novamente nesse universo. E por falar em Anita, a atriz Ariana DeBose, que vive a personagem, também se sobressai em diversos momentos ao trazer um tom descontraído à trama e brilhar ao interpretar as canções "I Have a Love" e "América".

    A atriz Rita Moreno em cena de 'Amor, Sublime Amor' (2021)Reprodução

    Amor, Sublime Amor chega como um dos maiores acertos de 2021 e mostra que o remake de um grande clássico pode, sim, nos surpreender positivamente, ao mesmo tempo em que mantém a essência do original. É bem provável que você ria e chore em frente à telona e saia do cinema ainda mais apaixonado e cantarolando sem parar!  

    Veja também: