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    TUDO POR UM FURO

    Filme patina quando deixa sátira ao jornalismo de lado
    Por Roberto Guerra
    24/02/2014

    O humorista americano Will Ferrell revive 10 anos depois o excêntrico jornalista de O Âncora: A lenda de Ron Burgundy, filme que impulsionou sua carreira nos cinemas. Curiosamente a sequência é lançada com o título Tudo Por Um Furo, sem fazer referência ao antecessor. Ferrell repete a parceria com o diretor e amigo de velha data Adam McKay; juntos a dupla realizou também as comédias Ricky Bobby – A Toda Velocidade (2006), Quase Irmãos (2008) e Os Outros Caras (2010).

    O roteiro de Tudo Por Um Furo, escrito por Ferrell e McKay, comete o mesmo equívoco do longa original: desperdiça o que tem de melhor – a sátira aos meios de comunicação – e perde tempo com piadas que pouco ou nada têm a ver com a trama e soam alienígenas até mesmo para seus personagens. Quando a ironia mira o jornalismo e seu desespero para prender a atenção do público, o filme tem seus melhores momentos.

    Tudo Por Um Furo se passa alguns anos depois do primeiro filme, já na década de 1980, e mostra Burgundy sendo contratado como âncora de um inédito canal de notícias 24 horas, em Nova York, onde chega com a inseparável equipe: o homem do tempo (Steve Carell), o repórter investigativo Brian Fantana (Paul Rudd) e o jornalista esportivo Champ Kind (David Koechner).

    Motivado por uma aposta com outro apresentador da emissora, o vaidoso Jack Lima (James Marsden), Ron transforma seu programa em algo muito próximo do que se vê hoje nos canais noticiosos. Apela para o sensacionalismo descarado, misturado a ufanismo, e, para surpresa de todos, começa a bater recordes de audiência exibindo perseguições policiais ao vivo e histórias do mundo cão, como a de uma mulher traída que cortou o pênis do marido. 

    Quando busca fazer rir longe da sátira ao telejornalismo vale-tudo, Tudo Por Um Furo raramente é bem-sucedido. O humor é inconstante e algumas piadas são supérfluas e sem graça. Exceção para a sequência em que Ron perde a visão e se acha incapaz de usar outros sentidos. A parte final com uma batalha campal de jornalistas concorrentes também diverte pela participação especial de alguns grandes nomes das telas.