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    ANJOS DA NOITE - GUERRAS DE SANGUE

    Quinto filme mantém nível dos outros da franquia
    Por Daniel Reininger
    28/11/2016

    Anjos Da Noite é uma série que conquistou o público com sua guerra entre vampiros góticos estilosos e lobisomens ferozes. É o tipo de filme capaz de conversar com diversos tipos de público, graças às suas boas cenas de ação, e, portanto, capaz de fazer bons números nas bilheterias. Logo, não é surpresa estarmos no quinto da franquia.

    A essas alturas, quem assistiu aos outros já sabe bem o que esperar: boas cenas de ação, Kate Beckinsale badass e sexy, personagens coadjuvantes clichês, vilões caricatos e CGI muitas vezes questionável. Dito isso, é o típico filme para desligar o cérebro e se divertir.

    O longa decide fechar a história de Selene e mostra como a busca de Lycans e Vampiros por sua filha híbrida a leva de volta a uma aliança com um clã das criaturas da noite para tentar impedir o fim de sua raça e manter a garota em segurança. Claro que traições, reviravoltas e descobertas previsíveis e, muitas vezes, convenientes fazem parte da história, tudo para permitir que Selene mostre como é poderosa.

    Com roteiro cheio de falhas, erros de continuidade (como os cavalos que aparecem do nada e somem na cena seguinte), diálogos ridículos e planos questionáveis, Anjos da Noite mantém o nível da franquia ao, novamente, contar uma história com contornos épicos.

    Não espere grandes desenvolvimentos de personagens, nem atuações memoráveis, afinal, a graça aqui é se divertir com as batalhas entre vampiros e lobisomens, quando o CGI não atrapalha, claro. A dúvida que fica agora é se Selene voltará para um sexto filme ou se a franquia seguirá, finalmente, outro rumo, talvez com outros personagens.

    O universo de Anjos da Noite é interessante o suficiente para acomodar outras histórias, afinal a luta eterna entre dois dos maiores seres da ficção de terror tem muito potencial. O erro, talvez, seja cada um dos filmes focar no "fim de tudo", como se a cada filme a batalha final fosse travada. Além de faltar um diretor capaz de transformar essa trama potencialmente incrível em algo bom de fato.

    Caso a franquia, ou até mesmo esse longa, passasse a explorar o lado episódico desse universo e desencanasse de criar momentos épicos que definirão o destino de cada raça (algo que nunca acontece, afinal sempre existe o próximo filme), talvez, poderíamos ter uma franquia não só capaz de divertir por alguns minutos, mas também capaz de ser levada a sério de verdade.