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    ANNABELLE: A CRIAÇÃO DO MAL

    Filme rende bons sustos, mas roteiro é lugar-comum
    Por Iara Vasconcelos
    16/08/2017

    Faz muito tempo que o gênero terror sofre com clichês e chavões. Por isso, quando James Wan surgiu com seu Invocação Do Mal, um filme de terror com roteiro consistente e efeitos bem trabalhados, foi um respiro de ar fresco.

    Após o grande sucesso de crítica e público, logo foi anunciado um spin-off sobre a boneca Annabelle. O filme foi massacrado pela imprensa, mas rendeu bons números de bilheteria.

    Agora, seguindo a onda de filmes como Ouija - Origem Do Mal e Sobrenatural - A Origem, Annabelle: A Criação Do Mal volta alguns anos para contar como a bizarra boneca se tornou um objeto amaldiçoado.

    Na trama, um casal perde a filha pequena em um terrível acidente. Doze anos depois, eles acolhem um grupo de garotas órfãs e uma freira que ficaram sem casa após o fechamento do antigo orfanato. Logo na primeira noite no local, coisas estranhas começam a acontecer e as presenças malignas se tornam cada vez mais fortes e presentes.

    Annabelle - A Criação do Mal não tem o mesmo brilho da franquia que o inspirou, mas se comparado com seu antecessor, pode ser considerado uma evolução.

    O sueco David F. Sandberg foi o escolhido para comandar a sequência. Acostumado com obras mais "indie", ele chamou a atenção de Hollywood com o elogiado Quando As Luzes Se Apagam, mas claramente precisou flertar com o mainstream para garantir que Annabelle agradasse o paladar do grande público. O problema é quando isso vira sinônimo para uma fórmula batida e preguiçosa, usada por diversos outros filmes lançados recentemente.

    Outro grande problema é que a trama se perde próximo ao seu final. Fica incerto para o espectador se o espírito do mal está usando Annabelle ou uma das crianças como veículo de suas artimanhas.

    Aliás, a escolha mais brilhante de "A Criação do Mal" parece mesmo ter sido seu elenco infantil, com destaque para a pequena Lulu Wilson, que apesar da idade já pode ser considerada uma veterana do terror com filmes como Ouija 2 e Livrai-nos Do Mal no currículo. Além de mostrarem uma química invejável, as garotas trazem um alívio cômico muito bem-vindo para a trama.

    No final, Annabelle 2 gera reações mistas. O filme até rende bons sustos, mas o roteiro cai frequentemente no lugar-comum e os clichês de terror como luzes piscando e músicas que tocam sozinhas são coisas difíceis de assimilar sem um certo incômodo.