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    APOSTA MÁXIMA

    Más atuações e previsibilidade derrubam longa
    Por Cristina Tavelin
    02/10/2013

    Justin Timberlake e Ben Affleck no mesmo filme: eis um chamariz e tanto para levar muitos espectadores ao cinema. Se você é fã de música pop ou dos bons longas que Affleck produziu atrás das câmeras, cuidado com a armadilha. Ou vá por sua conta e risco. Aposta Máxima reúne previsibilidade e más atuações em seus 91 minutos.

    Na trama, o inteligentíssimo estudante Richie (Timberlake) tem dívidas a pagar na faculdade de Princeton e tenta resolver sua situação por meio de uma aposta online. Perde dinheiro no poker e vai atrás do magnata Ivan Block (Affleck) para acertar as contas; acaba arrumando um novo emprego.

    Claro, como numa trama americana a caráter, o FBI mostra as caras e começa a pressionar Richie em busca de informações. Entre as previsibilidades da história, ainda figuram outras de destaque: Rebecca (Gemma Arterton), affair do personagem de Block, tem uma queda por Richie. Cenas de festas e brigas com traficantes também não impressionam.

    Affleck desempenha uma atuação sofrível na pele do chefão da rede de apostas. Com a pouca expressividade lhe acompanhando ultimamente – vide a preguiça em Amor Pleno, último longa de Terrence Malick – o astro nos leva a crer que seu lugar, no momento, é atrás das câmeras.

    Já Timberlake, cujo currículo conta com papéis ao lado de Clint Eastwood e no estimado Inside Llewyn Davis dos irmãos Coen, também tem uma atuação abaixo da média. Sendo assim, o elenco principal deixa muito a desejar, com Gemma Arterton completando esse time de má performance.

    Mas não adianta jogar a culpa apenas nas interpretações. Os personagens em si já vestem a carapuça desde o começo. Se Block é o magnata do mal com atitudes pouco éticas, Richie é o bom moço levado a uma vida de deslizes devido às circunstâncias impostas pelo destino. Cria-se alguma dúvida apenas em relação à Rebecca.

    Entretanto, com roteiro previsível, não há necessidade de pensar muito. A maioria das situações está bem definida e entregue ao espectador como um produto embalado a vácuo.

    Outro ponto sofrível, desta vez em termos estéticos, se apresenta nas passagens de tempo. A aceleração de imagens do horizonte repleto de nuvens causa aquele efeito de novela das oito. Faltou criatividade - na melhor das hipóteses.

    Aposta Máxima tenta se bancar por meio de diálogos impactantes entre chefões, tentativas de metáforas que não funcionam e frases de efeito constrangedoras. Não consegue. Em todo caso, se você devotar mais atenção a um balde de pipoca do que à trama em si, perderá o mesmo tempo de uma TV ligada em um programa qualquer.