Pôster Aquaman - Nacional

AQUAMAN

(Aquaman)

2018 , 142 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 13/12/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • James Wan

    Equipe técnica

    Roteiro: Geoff Johns, James Wan, Mort Weisinger, Paul Norris, Will Beall

    Produção: Peter Safran

    Fotografia: Don Burgess

    Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams

    Estúdio: DC Comics, DC Entertainment, Warner Bros.

    Montador: Kirk M. Morri

    Distribuidora: Warner

    Elenco

    Alice Lanesbury, Amber Heard, Dolph Lundgren, Dylan Stumer, Gabriella Petkova, Graham McTavish, Jason Momoa, Kaan Guldur, Ludi Lin, Michael Beach, Nicole Kidman, Patrick Cox, Patrick Wilson, Randall Park, Sophia Forrest, Tahlia Jade Holt, Temuera Morrison, Vincent B. Gorce, Willem Dafoe, Winnie Mzembe, Yahya Abdul-Mateen II

  • Crítica

    11/12/2018 17h00

    A mistura de Indiana Jones, Star Wars e O Senhor Dos Anéis com roupas de heróis deu certo! O universo proposto pelo diretor galinha dos ovos de ouro da Warner, James Wan, funciona perfeitamente nas telonas.

    Aquaman conta a história de Arthur Curry (Jason Momoa), filho da Rainha Atlanna (Nicole Kidman) com um faroleiro. Destinado a ser rei, Arthur vive à margem da sua herança genética até que a guerra dos povos dos mares contra a população da superfície chega em seu quintal. E para derrotar seu meio irmão Orm (Patrick Wilson), Aquaman vai precisar encontrar o tridente do Rei Atlan (Graham McGrath).

    O plano de Orm não é rebuscado: ele precisa da aprovação de quatro reinos do mar para assumir o posto de Mestre dos Oceanos e assim iniciar a guerra contra a superfície. Porém, o vilão em muitos momentos não convence em seus argumentos, ainda mais que vimos em 2018 um arqui-inimigo como Killmonger, em Pantera Negra. Em compensação, Yahya Abdul-mateen II vai muito bem como Arraia Negra. O personagem tem a motivação certa para todo seu envolvimento na história e a atuação convence.

    Ainda falando sobre atuações, Momoa nos entrega o esperado e nada mais do que isso. Um protagonista extremamente carismático, mas que dá leves derrapadas na hora de entregar cenas emotivas. Ver Nicole Kidman descendo a porrada é maravilhoso e a atriz não falha em suas participações no longa. Como já tradicional nos filmes da DC, a mãe mais uma vez tem um papel fundamental no filme.

    Amber Heard merece muito destaque! Sua personagem, a Mera, é a força motriz do filme. Ela traz às telonas uma heroína realmente disposta a sacrificar todo seu status quo para um bem maior. A atriz também segura todas as interações com Momoa, cenas que pareciam fadadas ao fracasso que acabam funcionando de maneira convincente.

    O humor do filme é agradável e funciona, tendo algumas piadas que realmente levam o público a boas risadas. O roteiro segue a linha dos melhores filmes de heróis: simples, porém eficaz. Como o filme é passado majoritariamente embaixo d'água, os efeitos especiais estão por toda parte e incomodam muito pouco. Acredito que aqui vemos a mão de Wan com maestria, onde ele resolve algumas cenas com efeitos práticos sem precisar criar uma bolha de ar como vimos em Liga Da Justiça. Ponto para um diretor que sabe fazer isso muito bem em seus filmes de terror que fazem a Warner faturar milhões por ano.

    Wan também nos presenteia com ótimas cenas de ação e usa o slowmotion para dar peso a cada porrada ou parede destruída. A sequência na Itália em que vemos Arraia Negra com o uniforme clássico pela primeira vez lembra muito os planos de Velozes E Furiosos, porém são seres poderosos no lugar de carros: é de faltar o ar.

    Aquaman é um tanque de guerra pronto para varrer qualquer problema e adversário que aparece pela frente. Essa característica funciona muito bem até o momento em que ele pega o tridente e deve se tornar rei e realmente um herói. Nesse ponto o filme volta a repetir erros antigos da DC no cinema, onde o protagonista mata muita gente (no caso seus súditos) para acabar com a grande batalha que está acontecendo. A intervenção de Mera e seu pedido para levar a briga entre Aquaman e Orm para longe mostra que havia uma intenção do massacre, mesmo que eu ainda veja como desnecessário.

    O filme não tem vergonha de ser heroico e melhor do que isso é não se envergonhar de vir dos quadrinhos. Os visuais finais do Aquaman, Arraia Negra e Mestre dos Oceanos prova isso. E é realmente lindo ver na tela esses três com roupas idênticas às dos quadrinhos. É impossível não se empolgar a primeira vez que vemos Arthur todo de laranja e verde.

    Apesar de algumas jogadas de cabelo que fazem o filme parecer uma inserção comercial da L'Oreal, o todo agrada e fará os fãs da DC vibrarem no cinema. Aquaman é um filme que pega a melhor parte de Mulher-Maravilha e estende isso para o longa todo.

    Bem-vindos à nova era heroica da DC nos cinemas e acredite: ela parece ser incrível.



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