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    AQUARELA - AS CORES DE UMA PAIXÃO

    Inocente, filme trata sexualidade de forma superficial e abusa de clichês narrativos<br />
    Por Celso Sabadin
    11/08/2010

    É o típico caso dos opostos que se atraem: Danny é um jovem sensível, dócil, estuda pintura, e sofre bullying na escola. Não parece ter maiores problemas com o fato de ser gay, ainda que inexperiente. Carter é atlético, encrenqueiro, revoltado, participa do time de natação da mesma escola de Danny. Também é gay, mas ainda não sabe. Ou acha que não sabe. Durante um final de semana, nasce ente ambos uma forte ligação que extrapola os limites da mera amizade.

    Assim é Aquarela (filme que no Brasil ganhou o subtítulo de As Cores de uma Paixão): bastante ingênuo, tanto na forma como no conteúdo. Esteticamente é pouco ou nada criativo, abusando da tradicional e desgastada montagem plano/contraplano, e utilizando enquadramentos os mais convencionais e previsíveis possíveis.

    Falha muito também na mixagem de som. Entre outros problemas, chama a atenção, por exemplo, a cena da competição final de natação, onde se ouve o forte clamor da torcida dentro do ginásio, e se vê claramente que esta mesma torcida está quieta e parada.

    A superficialidade de conteúdo, porém, não parece ter incomodado nem o júri nem os espectadores dos três festivais de cinema - todos nos EUA - onde Aquarela obteve nada menos que sete premiações. Três delas por parte do público.

    Deve se creditar boa parte desta aceitação aos dois jovens protagonistas, que com carisma e talento dão conta do recado, apesar da fragilidade da direção de David Oliveras (também roteirista do filme), fazendo aqui sua estreia cinematográfica.