poster Armas em Jogo

ARMAS EM JOGO

(Guns Akimbo)

2019 , 98 MIN.

18 anos

Gênero: Ação

Estréia: 08/10/2020

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    Programação

  • Ficha técnica

    Direção

    • Jason Lei Howden

    Equipe técnica

    Roteiro: Jason Lei Howden

    Produção: Felipe Marino, Joe Neurauter, Jörg Schulze, Philipp Kreuzer, Tom Hern

    Fotografia: Stefan Ciupek

    Trilha Sonora: Enis Rotthoff

    Estúdio: Altitude Film Entertainment, Four Knights Film, Hyperion Media Group, Ingenious Media, Maze Pictures, Occupant Entertainment, Particular Crowd, Pump Metal Films, The Electric Shadow Company

    Montador: Luke Haigh, Zaz Montana

    Distribuidora: Cinecolor

    Elenco

    Aaron Jackson, Aaron McGregor, Colin Moy, Daniel Radcliffe, Edwin Wright, Grant Bowler, Hanako Footman, Jack Riddiford, Jacqueline Lee Geurts, Josh Thomson, Mark Rowley, Mattias Inwood, Milo Cawthorne, Natasha Liu Bordizzo, Ned Dennehy, Racheal Ofori, Rhys Darby, Samara Weaving, Set Sjöstrand, Stephen Grey

  • Crítica

    06/10/2020 22h00

    Por Daniel Reininger

    Daniel Radcliffe não pode ser acusado de ter se acomodado com o sucesso de Harry Potter, ele tem feito escolhas surpreendentes de filmes e encara um papel mais insano do que o outro. Em seu novo filme, o violento Armas em Jogo, o ator famoso por viver o bruxinho se torna uma estrela de ação improvável, em uma sátira sobre videogames.

    Nesse mundo, existe um reality show online chamado Skizm, que coloca "psicopatas, malucos e criminosos" uns contra os outros em uma batalha brutal até a morte. Está longe de ser um conceito original, já que foi abordado em O Sobrevivente, Batalha Real, Gamer, Corrida Mortal, Jogos Vorazes, só para citar alguns, mas Armas em Jogo conquista pelo protagonista e pelo tom frenético, por isso se torna uma bem-vinda adição ao subgênero.

    Tudo começa quando o frustrado nerd Miles (Radcliffe) provoca as pessoas erradas no chat da live enquanto está bêbado. Riktor (Ned Dennehy), o cara que comanda o Skizm, se ofende e decide se vingar do rapaz, invadindo sua casa, o sequestrando e aparafusando armas em suas mãos. Para piorar, Miles agora faz parte do programa e para sobreviver precisa vencer Nix (Samara Weaving), a campeã invicta e assassina sádica movida a cocaína que escapou de um manicômio.

    Miles acorda e encontra as armas presas em suas mãos, ele mal tem tempo de aprender a fazer as coisas do dia a dia como ir ao banheiro, comer, usar a bombinha de asma, quando Nix aparece na sua porta e o jogo mortal começa. A partir daí, o filme se torna uma enorme perseguição sem pausas, com Miles vestido de roupão, cueca samba-canção e pantufas enquanto tenta ficar vivo. Essa dinâmica se torna um pouco exaustiva, porque o filme se resume a isso, perseguição, tiroteio, perseguição, tiroteio. O clímax é ainda mais arrastado, porque é uma cena longa similar às anteriores.

    Em alguns momentos o longa dá pausas, como quando tenta reconquistar sua ex-namorada, Nova (Natasha Liu Bordizzo) ou quando faz amizade com um sem teto sábio (Rhys Darby), mas são momentos breves de diálogos, e risadas, em meio à toda correria da trama.

    O longa compensa com visuais de tirar o fôlego com as câmeras se esquivando, virando, mergulhando em volta da ação. O cineasta Jason Lei Howden é a pessoa certa para criar imagens surpreendentes, já que trabalhou com efeitos visuais em Vingadores e na franquia Hobbit. O longa tem um ar decadente e sinistro que faz muito sentido com esse universo e combina bem com a trilha sonora frenética.

    Radcliffe convence como Miles nas primeiras cenas e é óbvia sua transformação em uma máquina de matar desajeitada nas cenas finais. É divertido também ver um herói de ação tão atrapalhado, o que faz sentido com as circunstâncias. Entretanto, o grande destaque mesmo é Samara Weaving, a atriz australiana é a encarnação do ódio e mostra isso com uma ótima atuação e segurança nas cenas de ação.

    Armas em Jogo é frenético, com uma trama que não diminui o ritmo. A influência dos videogames é clara e a sátira chega ao ponto de a narrativa apresentar o equivalente a chefões de fase. O diretor e roteirista Howden tenta ter algo relevante para falar socialmente sobre o bullying virtual, violência na TV, perigo das redes sociais e o distanciamento das pessoas por conta da tecnologia, mas o longa trata dessas questões de forma extremamente rasa e não vai além do óbvio que a própria temática já escancara. Apesar disso, funciona muito bem como filme de ação incrível, com muita correria e lutas espetaculares.



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