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    AS MEMÓRIAS DE MARNIE

    Studio Ghibli emociona com jornada de auto descobrimento
    Por Iara Vasconcelos
    18/11/2015

    Depois de encantar o mundo com o universo onírico e espiritual de O Conto Da Princesa Kaguya, de 2013, o Studio Ghibli se mostra mais "pé no chão" com uma produção mais modesta técnicamente, mas que surpreende pela sensibilidade em abordar o mundo particular de uma garota introspectiva.

    Adaptado da obra da britânica Joan G. Robinson, de 1967, As Memórias De Marnie acompanha a jovem e solitária Anna, que vive em Sapporo sob os cuidados de Yoriko desde que seus pais morreram, quando ela ainda era criança. Isolada das outras pessoas da sua idade, e sofrendo com frequentes crises de Asma, Anna é enviada para a casa de seus tios, em uma pequena aldeia nas margens do norte de Hokkaido, na esperança de que consiga desenvolver seu lado social, mas a perda de seus pais é uma grande ferida em seu passado e não permite que ela evolua.

    Anna é uma verdadeira outsider – termo usado para indicar aqueles que não conseguem se encaixar na sociedade – mas é instigada pela misteriosa menina Marnie e tem sua amizade como uma espécie de combustível para recuperar sua ânsia de viver.

    Sem cair em fatalismos, a trama mostra o despertar de Anna, a partir do momento em que ela cria um forte laço com uma garota de sua idade, com quem pode dividir seus medos e segredos e a acompanha no descobrimento, não só das peculiaridades da aldeia, mas da juventude como um todo. Com Marnie, Anna se torna mais forte e autossuficiente, mas sua grande vitória é adotar esse novo comportamento mesmo na ausência da amiga, em uma espécie de Jornada do herói.

    As Memórias de Marnie exala uma melancolia simpática e consegue ser grandioso mesmo em sua modéstia. A trajetória de Anna mostra que partilhar nosso íntimo e nossas fraquezas é o caminho de entrada para o auto conhecimento. Um belo exemplar da essência do estúdio japonês.