cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    AS MÚMIAS DO FARAÓ

    Com estilo americanizado, filme francês cumpre a proposta de divertir e entreter<br />
    Por Celso Sabadin
    30/09/2010

    Luc Besson provavelmente é o mais americanizado dos cineastas franceses. Depois de conquistar a atenção do público e da crítica com Subway (1985) e Imensidão Azul (1988), o cineasta enveredou-se por uma linha menos cerebral e mais comercial, produzindo, escrevendo e/ou dirigindo obras como O Profissional, O Quinto Elemento, a série Táxi, Wasabi, Arthur e os Minimoys, Rios Vermelhos (as duas partes) e vários outros classificados - para o bem e para o mal - com a famosa frase “nem parece filme francês”.

    Agora, fiel à caixa registradora, Besson foi buscar inspiração nos quadrinhos de Jacques Tardi, Les Extraordinaries Aventures D'Adèle Blanc-Sec, para realizar a sua Indiana Jones de saias.

    Ambientado na charmosa Paris do início do século passado, As Múmias do Faraó narra as aventuras de Adèle (Louise Bourgoin), uma jovem e aventureira repórter que vai até o Egito para roubar uma múmia. Não a de um poderoso faraó, como se poderia supor, mas sim a de um médico que, segundo ela, seria capaz de curar a doença de sua irmã... se a múmia estivesse viva, é claro... Entre fugir da polícia, carregar um sarcófago, fazer a múmia reviver e cuidar da irmã, percebe-se que Adèle terá muito trabalho - e muitas aventuras - pela frente.

    O roteiro (escrito pelo próprio Besson) começa jogando uma grande quantidade de informações sobre a plateia, que a princípio parecem mais confundir que explicar. Mas aos poucos o filme encontra seu rumo e seu ritmo, deixando clara sua proposta de apenas divertir e entreter, sem maiores compromissos. Com resultados irregulares, é verdade: a caprichada direção de arte, a competente reconstituição de época e a boa fotografia por vezes contrastam com alguns efeitos especiais que chegam a ser constrangedores. Nada, porém, que chegue a tirar o gostoso sabor de Sessão da Tarde desta produção francesa (com cara de americana) que cumpre o que promete: diversão.

    Detalhe: repare como o vilão interpretado pelo badalado Mathieu Amalric (de O Escafandro e a Borboleta) é absurdamente parecido com Bellog, o vilão interpretado por Paul Freeman em Os Caçadores da Arca Perdida. Homenagem?