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    ASSASSINATO NO EXPRESSO ORIENTE

    Por Daniel Reininger
    29/11/2017

    É sempre perigoso refilmar um mistério de assassinato, especialmente uma das histórias mais populares da cultura pop. Afinal, muitas pessoas já conhecem o desfecho. Além disso, existe a expectativa de vermos algo tão bom quanto a história original. E se tem uma coisa que pode derrotar qualquer filme é expectativa demais sobre ele.

    Ter Kenneth Branagh (Thor) como diretor de Assassinato No Expresso Oriente foi a escolha certa, afinal ele já adaptou Hamlet e outras obras clássicas com sucesso e sabe que a história já é conhecida e é preciso trazer algo novo, com grandes atores em papéis icônicos. E nisso, o longa realmente acerta em cheio.

    Baseada no romance da autora mais vendida do mundo, Agatha Christie, a trama mostra Branagh como Hercule Poirot, um detetive obsessivo-compulsivo desesperado por férias. Ele embarca no trem Expresso do Oriente, de Istambul a Paris, mas o trem para repentinamente quando uma avalanche interrompe o seu caminho. Tudo piora quando encontram um cadáver a bordo, afinal alguém foi esfaqueado uma dúzia de vezes e cada um dos passageiros agora é um suspeito.

    O elenco está repleto de estrelas incluindo Penélope Cruz, Michelle Pfeiffer, Kenneth Branagh, Daisy Ridley, Judi Dench, Johnny Depp, Josh Gad, Leslie Odom Jr, Willem Dafoe, Derek Jacobi, Lucy Boynton, Olivia Colman, Tom Bateman, Sergei Polunin e Marwan Kenzari. Melhor ainda que Kenneth Branagh dá espaço para cada um brilhar conforme são interrogados.

    Infelizmente, algumas vezes, os personagens se tornam caricatos demais e isso tira um pouco do encanto da ambientação e do forte elenco. O curioso é que Branagh parece estar mais se divertindo no papel de Poirot do que realmente focado em levar a sério seu personagem e atrapalha um pouco a imersão às vezes.

    E embora a narrativa flua bem e o filme seja agradável, sua obviedade chega a ser incômoda. Sim, a história é famosa e conhecer o final faz parte, mas seria interessante pelo menos ter alguma dúvida ao longo do filme se o desfecho será o mesmo ou não.

    Assassinato do Expresso do Oriente não precisava de um remake, ainda mais se você viu o filme de 1974, vencedor de um Oscar e adaptação quase perfeita de Agatha Christie. Entretanto, esse longa traz um ar de nostalgia e magia que faz a ida ao cinema algo agradável, algo reforçado pela sua beleza visual com fotografia incrível, capaz de transformar espaços apertados em ambientes cheios de possibilidade. Mesmo que faltem surpresas ou atuações mais relevantes, vale a pena acompanhar essa jornada.