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    ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 2

    Humor é vacilante, repetindo fórmula do original
    Por Roberto Guerra
    23/12/2013

    Esta sequência do filme nacional mais bem-sucedido de 2012 chega aos cinemas apostando alto no interesse do público em reviver as peripécias de seu protagonista. A comédia estrelada por Leandro Hassum estreia 734 salas, 16 a mais que De Pernas pro Ar 2, antigo recordista.

    A superestreia não é delírio. Até que a Sorte nos Separe levou mais de 3 milhões de espectadores aos cinemas e sua continuação deve superar a marca. Quanto ao que verá na tela, quem se divertiu com o original não vai se decepcionar com esta sequência.

    Até que a Sorte nos Separe 2 segue à risca a cartilha de como se fazer uma continuação bem-sucedida. E a primeira regra é não oferecer ao público menos do que experimentou da primeira vez. O humor aqui, como no original, oscila. Há alguns bons momentos cômicos, outros tantos pouco originais. Essa irregularidade marcou o primeiro filme e se repete nesta sequência.

    A comédia traz também chamarizes, bem-vindos em filmes número 2. No caso, participações especiais do decano do humor Jerry Lewis e do lutador Anderson Silva. A locação principal é a icônica Las Vegas, onde Tino (Hassum) e sua esposa (Camila Morgado, que substitui Danielle Winits – a atriz não pôde rodar a o longa por problemas de agenda) vão comemorar a sorte grande.

    Depois de perderem toda a fortuna no primeiro filme, o casal ganha uma segunda chance ao receber uma herança milionária inesperada. Tino ao que parece aprendeu a lição e procura o amigo Amauri (Kiko Mascarenhas) para ajudá-lo a administrar as finanças. O problema é que para comemorar a volta à riqueza, resolve passar uns dias em Vegas, certamente o lugar menos indicado para um esbanjador.

    O roteiro de Paulo Cursino trabalha bem algumas questões. A troca de atrizes é levada no bom humor – o filme inteligentemente tira sarro da situação. Camila Morgado, mesmo acostumada a papéis mais densos, não compromete fazendo graça. Há até uma piada bem legal com seu papel mais marcante no cinema, a Olga Benário do filme Olga, o dramalhão excessivo dirigiro por Jayme Monjardim.

    Ainda assim, Até que a Sorte nos Separe 2 é uma comédia claudicante. Fica a clara impressão que faltou lapidar o roteiro, limar os excessos, ser mais assertivo no humor - Cursino admitiu em entrevista coletiva realizada em São Paulo que foi pressionado pelos produtores a escrever o roteiro às pressas.

    Inevitavelmente, a ligeireza do texto acaba por se evidenciar na tela. Fica o talento individual de Hassum para fazer graça lutando contra a história que não ajuda. O paroxismo dessa irregularidade se dá na subida dos créditos. O público é brindado com cenas de bastidores da filmagem, alguns poucos minutos nos quais se ri mais do que em todo o filme.