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    ATIVIDADE PARANORMAL

    O terror em <em>Atividade Paranormal</em> é baseado na expectativa do espectador
    Por Angélica Bito
    08/12/2009

    Antes de Atividade Paranormal, o nome de Oren Peli era desconhecido. O terror, que marca sua estreia na direção em longa-metragem - além do primeiro roteiro para cinema -, no entanto, acabou tornando-o conhecido graças ao surpreendente sucesso do filme independente no circuito comercial norte-americano. A relação custo-benefício (US$ 15 mil para mais de US$ 100 milhões, somente nos EUA) o coloca no mesmo patamar de A Bruxa de Blair (1999), outro fenômeno do gênero que arrasou nas bilheterias há dez anos, mas os paralelos não param por aqui. Câmera amadora, uma história que teria como mote fatos reais. Mas, a favor, o filme de 1999 somente tinha uma estratégia de marketing muito bem definida em meio à descoberta das possibilidades da internet. Dez anos depois, Atividade Paranormal tem, além da forte campanha de marketing também com ajuda on-line, uma história realmente assustadora.

    Katie e Micah (Katie Featherston e Micah Sloat) são namorados e moram juntos numa grande casa no subúrbio de Los Angeles. Ele acaba de comprar uma câmera para registrar e entender melhor alguns barulhos que o casal vem testemunhando durante a noite. A compra do eletrônico não somente registra o que vemos na tela, mas também parece desencadear reações mais violentas do demônio que parece perseguir Katie. O que vemos é o terror que essa presença causa nas noites do casal.

    A filmagem é amadora, ponto de vista similar não somente a A Bruxa de Blair, mas a [REC] (e sua refilmagem, Quarentena) e Cloverfield - O Monstro, todos com esse mote "a fita encontrada após fenômenos ainda inexplicados". O tempo dos acontecimentos é medido pelo horário da filmagem, que aparece no canto direito da tela. Aliás, no momento em que a câmera assume sua posição ao pé da cama de Katie e Micah, o espectador já espera o pior. O terror em Atividade Paranormal é baseado na expectativa do espectador, ele funciona na medida em que o público aguarda o susto e sabe que pode esperar por ele nesses momentos específicos. Agora, se o espectador é incapaz de entrar nesse clima de terror proposto pelo filme, não adianta nem tentar. Exatamente por isso que o longa tem dividido tanto opiniões.

    Atividade Paranormal pode não ter um roteiro complexo ou contar com espalhafatosos efeitos especiais, mas trabalha muito bem um elemento básico no gênero de terror: é capaz de criar clima, mexendo com a imaginação do espectador, o que pode ser muito mais assustador. Com uma direção acertada de Peli e boas atuações - aliás, outro acerto é a escolha de rostos desconhecidos, dando um toque mais real ao terror -, o filme aproveita-se desse mote real para assustar os capazes de entrar na proposta do filme. E, se você não conseguir entrar, vale esperar pelos momentos finais: são bastante assustadores.

    Em tempo: Se você gostou de Atividade Paranormal, a dica é o programa de TV Paranormal, exibido pelo canal por assinatura A&E. Trata-se de um reality show que acompanha um grupo de estudantes que, nas horas vagas, também pesquisam de fenômenos paranormais e rodam os EUA a fim de identificar acontecimentos do gênero.