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    ATIVIDADE PARANORMAL 4

    Franquia parece ter chegado ao limite e provado que o gênero <em>mockumentary</em> está saturado<br />
    Por Paulo Cintra
    18/10/2012

    Quantos filmes uma franquia pode produzir sem perder a graça e cair no limbo? A resposta desta pergunta varia conforme o talento de roteiristas, elenco e diretores. No entanto, poucas vezes um número maior do que três resulta em algo aproveitável.

    Atividade Paranormal 4
    não foge à regra. Após um empolgante terceiro longa, considerado por alguns o melhor da série, o quarto título é uma decepção. Só não é um fracasso total porque existem alguns poucos momentos que o salvam da mediocridade.

    O que dizer quando um suspense faz você rir com mais frequência do que se assustar? Este é o cenário que temos por aqui. Existem diversas boas piadinhas que ajudam a criar um falso clímax para um susto que você aguarda com ansiedade, mas não chega nunca.

    A esperança por um final digno ou por uma cena aterrorizante cansa, até o momento em que não existe mais possibilidades de confiar no enredo. Aliás, aqui está a grande falha: o roteiro ingênuo, que insiste em duvidar da inteligência do público, cria explicações tolas para situações improváveis.

    Toda a história gira em torno do pequeno Roobie, apresentado como filho de Katie, a responsável por linkar a trama com os longas anteriores. Agora a sociedade das bruxas, demônios e fantasmas resolve mudar para um luxuoso bairro com o intuito de se aproximar de uma nova criança.

    O problema é que os argumentos utilizados para colocar Roobie na casa desta nova família são absurdos. Em que mundo uma família com boa condição social, e altamente preocupada com segurança, permite que um desconhecido vá viver em sua casa e logo em sua primeira noite já durma no quarto do filho caçula?

    Esta é apenas uma de muitas situações onde o roteiro falha. Existe uma fixação inexplicável por criar cenas de suspense envolvendo portas e sombras, algo cansativo e que torna cada passo mais previsível do que o anterior. Os clichês são os mais variados, desde bolas caindo lentamente de uma escada até vozes de crianças em locais desconhecidos. Existe até uma referência explícita, quase uma cópia mal planejada, da cena com o triciclo de O Iluminado.

    É impossível aceitar que uma franquia retroceda tanto de um filme para o outro, principalmente pelo fato de que a produção e a direção ficaram nas mãos dos mesmos profissionais. A única maneira de aproveitar o título é abstrair os muitos problemas e tratar toda a obra como uma diversão passageira e rasa.

    Atividade Paranormal 4
    parece ter chegado ao limite da série e provado que o gênero mockumentary está saturado e precisa ser explorado de uma nova maneira. Obviamente, não existe um desfecho e novas sequências devem vir por aí, mas fica a dica: prefira assistir ao primeiro filme da fraquia ou então ressuscitar aquele seu VHS de A Bruxa de Blair.