cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    ATIVIDADE PARANORMAL: MARCADOS PELO MAL

    Longa repete fórmula para atrair novos fãs
    Por Daniel Reininger
    08/01/2014

    Atividade Paranormal: Marcados pelo Mal é o quinto filme da franquia - sexto se contarmos o derivado japonês de alguns anos atrás - e, a essa altura, o público já sabe se gosta ou não da série. Quem é fã terá uma boa surpresa, afinal o longa expande a mitologia, sem deixar de utilizar fórmulas que deram certo no passado. Entretanto, quem não gostou nem do primeiro, é melhor procurar outra coisa para assistir.

    Ambientada durante o não tão distante verão de 2012, a trama acompanha Jesse (Andrew Jacobs) e seus amigos Hector (Jorge Diaz) e Marisol (Gabrielle Walsh) logo após a formatura no colegial. Uma misteriosa mulher, chamada de bruxa pela vó do protagonista, é assassinada no apartamento logo abaixo e o trio comete o erro clássico do gênero terror: resolve investigar o lugar.

    Diferente dos outros AP – filmados de forma estática, com raras exceções – aqui, o jovem Hector passa a maior parte do tempo seguindo seus amigos com uma câmera, aparentemente com bateria infinita, enquanto entram em um mundo dominado pela bruxaria. Aos poucos, Jesse percebe que recebeu uma marca malígna e passa a mostrar habilidades superhumanas. A forma como ele explora seus poderes lembra muito o ótimo Poder Sem Limites.

    O diretor Christopher B. Landon utiliza essas oportunidades para explorar o humor, fato raro nos longas anteriores. Antes da tensão crescer, os amigos se divertem por aí aprontando diante da câmera. As cenas de Jesse experimentando seus poderes também garantem alguns dos melhores momentos da produção, em especial quando eles postam vídeos no Youtube e reagem aos comentários incrédulos dos usuários.

    Conforme a jornada dos protagonistas prossegue, o tom leve é substituído pela tensão. A franquia aperfeiçoou os sustos rápidos em momentos de aparente tranquilidade e voltamos a ser surpreendidos por criaturas horríveis esgueirando-se pelos cantos da tela. Outro aspecto bem conhecido de AP é o baixo orçamento, mas dessa vez há alguns bons efeitos especiais e com propósito para a trama.

    Embora Marcados pelo Mal tenha sido descrito como spin-off, funciona como sequência e quem não assistiu aos outros filmes corre risco de ficar perdido conforme a investigação dos adolescentes avança. É fato que os eventos não estão diretamente ligados à família de Katie, protagonista do primeiro AP, porém as causas são as mesmas. Espere, inclusive, participações especiais de personagens do passado com consequências inesperadas.

    O longa cai de qualidade consideravelmente da metade para o final e o que ia bem passa a se arrastar. Alguns diálogos e situações perdem credibilidade, evidenciando os sinais de saturação do formato found footage, que não convence mais pelo realismo. Além disso, o cineasta se esforça demais para justificar por que os jovens não vão à polícia, quando o verdadeiro motivo todos conhecem: isso estragaria o suspense.

    Marcados pelo Mal supera Atividade Paranormal 4 – o que não é algo difícil -, mas fica abaixo dos melhores da franquia (leia-se primeiro e terceiro). Embora tenha novos personagens e algumas situações realmente interessantes, é, fundamentalmente, mais do mesmo. Por depender menos dos anteriores, a produção pode funcionar como porta de entrada para novos públicos, afinal gera curiosidade com eventos do passado e, assim, cumpre seu principal objetivo: lucro.